Terça-feira, 30 de junho de 2026 - 07h57

Nós gostamos
de oráculos, de videntes, de previsões, apesar de saber que vão errar (e, às
vezes, acertam), então devo dizer que estava muito preocupado, a partir do
momento que tive certeza que o adversário era o Japão, por conta do economista
alemão Joachim Klement, que teve 100% de acerto com o modelo de previsão dele
que acertou os campeões do mundo, desde da Copa disputada no Brasil, em 2014. É
verdade que, ironicamente, ele desejava provar que previsões estatísticas não
eram boas, mas acertou tudo. Até mais do o polvo Paul, que por sinal previa 2x0
para o Brasil contra o Japão. Mas, a profecia estatística de Klement é de que a
Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos
Estados Unidos, depois de vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia
19 de julho. O pior é que ele havia acertado a previsão da classificação em
primeiro lugar no grupo. Mas errou, graças a Deus, na previsão de uma derrota
da seleção brasileira para o Japão nesta segunda-feira, mesmo classificando o fato
de "Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do
Mundo". A seu favor, é preciso que conste, ele tem errado nos confrontos e
acertado no vencedor final. Devo dizer que estava mais crente no polvo vidente
de Porto Belo, que havia previsto 2x0 para o Brasil do que nele. O problema foi
que o Brasil dominou o jogo- teve mais de 60% de posse de bola no primeiro
tempo- sem nenhum laivo de criatividade, sem, efetivamente, chegar perto do que
é essencial: fazer gol. Disseram-o que não concordo- que o primeiro tempo do
Brasil foi ruim. Ruim como? O que não houve foi individualidade. Previsível e
lento o ritmo brasileiro, mesmo mandando no jogo, não criou o suficiente para superar
o bem arrumado selecionado japonês, mas finalizaram duas vezes com Bruno
Guimarães e com Matheus Cunha. O problema, como tem sido nas copas do Brasil,
foi um erro de passe que nos desclassificou e, desde 2014, não conseguimos
reverter os resultados quando algum time faz o primeiro gol contra nós. Ganhamos do Japão contra tudo isto. Domínio,
também no segundo tempo, nós tivemos. O grande problema era furar a defesa
japonesa muito bem postada. E isto somente aconteceu quando Gabriel Magalhães
fez um cruzamento certeiro para o gol de Casemiro. Entre outras coisas, Gabriel
foi o jogador que mais trocou passes na partida, com 126 (acertou 121). A
assistência foi apenas um dos mais de 20 cruzamentos do Brasil na partida
contra o Japão. Se Casemiro abriu a porteira o grande momento da seleção veio
nos momentos finais, decisivo, porém, foi, no final do jogo, aos 49 minutos,
quando Rayan roubou a bola no ataque e fez a jogada pela direita. Bruno
Guimarães recebeu, girou e rolou para Martinelli. O atacante finalizou, meio
sem jeito, no cantinho, matando Suzuki, que não conseguiu chegar na bola: 2x1. O
Brasil, de virada, sobreviveu. Que foi um drama foi, porém estamos nas oitavas.
Não importa como. O que vale é o resultado. Os heróis foram Casemiro, Bruno
Guimarães e Martinelli, mas, como futebol é conjunto temos que brindar a todos.
A vitória
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