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Silvio Persivo

Derrotamos Joachim Klement e o Japão


Derrotamos Joachim Klement e o Japão - Gente de Opinião

Nós gostamos de oráculos, de videntes, de previsões, apesar de saber que vão errar (e, às vezes, acertam), então devo dizer que estava muito preocupado, a partir do momento que tive certeza que o adversário era o Japão, por conta do economista alemão Joachim Klement, que teve 100% de acerto com o modelo de previsão dele que acertou os campeões do mundo, desde da Copa disputada no Brasil, em 2014. É verdade que, ironicamente, ele desejava provar que previsões estatísticas não eram boas, mas acertou tudo. Até mais do o polvo Paul, que por sinal previa 2x0 para o Brasil contra o Japão. Mas, a profecia estatística de Klement é de que a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, depois de vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho. O pior é que ele havia acertado a previsão da classificação em primeiro lugar no grupo. Mas errou, graças a Deus, na previsão de uma derrota da seleção brasileira para o Japão nesta segunda-feira, mesmo classificando o fato de "Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo". A seu favor, é preciso que conste, ele tem errado nos confrontos e acertado no vencedor final. Devo dizer que estava mais crente no polvo vidente de Porto Belo, que havia previsto 2x0 para o Brasil do que nele. O problema foi que o Brasil dominou o jogo- teve mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo- sem nenhum laivo de criatividade, sem, efetivamente, chegar perto do que é essencial: fazer gol. Disseram-o que não concordo- que o primeiro tempo do Brasil foi ruim. Ruim como? O que não houve foi individualidade. Previsível e lento o ritmo brasileiro, mesmo mandando no jogo, não criou o suficiente para superar o bem arrumado selecionado japonês, mas finalizaram duas vezes com Bruno Guimarães e com Matheus Cunha. O problema, como tem sido nas copas do Brasil, foi um erro de passe que nos desclassificou e, desde 2014, não conseguimos reverter os resultados quando algum time faz o primeiro gol contra nós.  Ganhamos do Japão contra tudo isto. Domínio, também no segundo tempo, nós tivemos. O grande problema era furar a defesa japonesa muito bem postada. E isto somente aconteceu quando Gabriel Magalhães fez um cruzamento certeiro para o gol de Casemiro. Entre outras coisas, Gabriel foi o jogador que mais trocou passes na partida, com 126 (acertou 121). A assistência foi apenas um dos mais de 20 cruzamentos do Brasil na partida contra o Japão. Se Casemiro abriu a porteira o grande momento da seleção veio nos momentos finais, decisivo, porém, foi, no final do jogo, aos 49 minutos, quando Rayan roubou a bola no ataque e fez a jogada pela direita. Bruno Guimarães recebeu, girou e rolou para Martinelli. O atacante finalizou, meio sem jeito, no cantinho, matando Suzuki, que não conseguiu chegar na bola: 2x1. O Brasil, de virada, sobreviveu. Que foi um drama foi, porém estamos nas oitavas. Não importa como. O que vale é o resultado. Os heróis foram Casemiro, Bruno Guimarães e Martinelli, mas, como futebol é conjunto temos que brindar a todos. A vitória 

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