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Silvio Persivo

Brilha a estrela de Marrocos


Brilha a estrela de Marrocos - Gente de Opinião

Sempre tive o sentimento de que Marrocos é um adversário difícil e a sensação de que é um time de chegada. Por isto, apesar de considerar que, no mínimo, ele estaria entre os oito primeiros, quando se anunciava os Países Baixos contra Marrocos, pensando no Brasil, colocava os holandeses como ganhadores, mas sempre com um pé atrás. Sabia que seria uma parada dura. E o jogo começou como era esperado: muita marcação e disputa física. E a Holanda começou mais ameaçadora numa jogada aos 16 minutos, porém, quando, aos 20 minutos, quase Marrocos foi quem abriu o placar com goleiro Bart Verbruggen fazendo uma grande defesa. Pouco depois, o lateral Achraf Hakimi encheu o pé e Verbruggen teve que fazer outra grande intervenção. Só na marca dos 43 minutos Micky van Den Vem, de fora da área, obrigou Bono a se esticar todo para defender. No fim quase que Saibari toca na bola para marcar. Não deu e terminou o primeiro tempo sem gols. Na volta foram novamente os marroquinos que voltaram a assustar. Aos sete minutos, lançado do lado direito no vazio da defesa, Hakimi bateu tirando do goleiro e a bola caprichosa bateu na trave. Os pupilos de Mohamed Ouahbi passaram a posse de bola e maior controle, enquanto a Holanda apostava nos contra-ataques. O lance mais perigoso aconteceu aos 16 minutos com uma nova defesa de Verbruggen. Aos 72 ,minutos, numa subida de Summerville, que passou pela marcação e rolou a bola para Cody Gakpo que marcou colocando seu time em vantagem: Holanda 1x0 Marrocos. O jogo avançou sem grandes mudanças e, nos acréscimos, quando tudo parecia indicar que o jogo estava liquidado, hemsdine Talbi fez um cruzamento perfeito da esquerda, que passou sobre Virgil  e foi encontrar o zagueiro Issa Diop para cabecear de modo inapelável: 1x1. Veio a prorrogação e, aos 6 minutos, o centroavante Soufiane Rahimi pegou a bola de frente para o goleiro Verbruggen, bateu no canto e, pela primeira vez, o Sobrenatural de Almeida apareceu no jogo, pois, milagrosamente, o guarda-metas espalmou e a bola, com tudo para entrar,  realizou um milagre para salvar a Holanda. Saiu pelo lado, de maneira impressionante. A rigor, por mais esforço que fizessem, predominou o cansaço e a precaução, principalmente com Marrocos tocando a bola para manter o domínio do jogo. As cobranças de pênaltis começaram com El Aynaoui e o ponta Justin Kluivert acertando a trave. Depois de uma série de três acertos, o meio-campista Quentin Timber bateu para fora e a disputa continuou empatada em 2 a 2. Hakimi carimbou a trave, mas Sumerville parou na defesa do Bono. Por fim, Saibari converteu sua tentativa e classificou os marroquinos às oitavas. É preciso assinalar que um dos gols teve o Sobrenatural de Almeida contra os holandeses, de vez que Verbruggen, que tanto fez, defendeu uma bola que ele, sem querer, empurrou para dentro. Impossível culpá-lo quando dois dos cobradores de falta conseguiram fazer o mais difícil: não fazer o gol com Bono completamente batido. A estrela de Marrocos brilhou nesta partida e, agora, avançam para encarar o Canadá.

(*) Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/). 

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