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Silvio Persivo

O grande avanço do pix por aproximação


O grande avanço do pix por aproximação - Gente de Opinião

A partir de hoje, dia 28 de fevereiro de 2025, já se pode efetuar pagamentos com pix por aproximação. É uma inovação do Banco Central-BC que vai facilitar a vida dos brasileiros, que já podem realizar pagamentos aproximando seus celulares das maquininhas, sem precisar abrir o aplicativo do banco ou escanear um QR Code. Se o pix, desde seu lançamento em 2020, já transformou a forma como nós movimentamos dinheiro, pois, em 2024, o Pix movimentou R$ 26,455 trilhões, um aumento recorde de 54% em relação ao ano anterior, quando movimentou R$ 17 trilhões. Segundo o BC é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. O serviço é utilizado por 76,4% da população. Em seguida, vêm o cartão de débito (69,1%) e o dinheiro (68,9%). Com o pix por aproximação, certamente, será ainda mais usado. O interessante desta nova funcionalidade é que qualquer pessoa com um celular e uma carteira digital compatível, como o Google Pay, pode pagar somente encostando o dispositivo na maquininha. Inicialmente, o recurso está disponível só para dispositivos Android, porém, no futuro, deve ser expandido para Apple Pay e Samsung. O grande atrativo do pix por aproximação, sem dúvida, é a facilidade e a rapidez. Até hoje para fazer um Pix, era preciso abrir o aplicativo do banco, autenticar a transação e escanear um QR Code ou digitar uma chave Pix. Com esta funcionalidade o processo é instantâneo: basta aproximar o celular da maquininha e a transação é concluída automaticamente. A redução no tempo de pagamento, para o comércio em especial, é muito grande, pois melhora o fluxo de atendimento, desafogando as empresas com grande volume de clientes, como supermercados, farmácias e restaurantes. Sem falar que acelera a tendência mundial de uso de pagamentos sem contato e do menor uso de dinheiro físico aumentando a segurança e reduzindo os custos operacionais com transporte e armazenamento de dinheiro. Há também a expectativa de que as transações mais simples e rápidas incentivem o consumo incluam mais pessoas no sistema financeiro digital ajudando a reduzir a informalidade e facilitando o acesso aos serviços bancários. O Banco Central também acena com a possibilidade de novas inovações, entre elas pagamentos internacionais e integração com carteiras digitais estrangeiras. Há alguns problemas de menor importância, mas que nem por isto podem ser desprezados. Um deles é o de que nem todas as maquininhas de pagamento aceitam NFC (Near Field Communication, tecnologia por aproximação), o que vai exigir uma atualização dos terminais de muitas empresas. E especialistas alertam sobre a questão da segurança das transações, de vez que, além da praticidade de efetuar transações de forma rápida, esta nova função pode trazer riscos que podem ser diminuídos com algumas práticas de cibersegurança. De todo modo, no entanto, o pix por aproximação é um enorme avanço nos sistemas de pagamento digital, com as transações se tornando mais acessíveis, baratas e eficientes. É o futuro que chegando nos meios de pagamentos.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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