Terça-feira, 15 de junho de 2010 - 17h25
Começamos razoavelmente, embora tudo nos tenha favorecido. O empate sem gols entre Portugal e Costa do Marfim já nos deixava numa situação privilegiada se vencêssemos e, para dizer a verdade, vencer, para nós, parecia ser apenas fazer um gol. Mesmo que não tenhamos marcado no primeiro tempo não tivemos absolutamente nenhum risco sério.
Júlio César foi um espectador privilegiado sem pagar ingresso e a única razão pela qual não saímos com 1 ou 2 a zero foi, de fato, a falta de aproximação entre os jogadores e a lentidão excessiva no toque de bola. È verdade que também isto denotava um cuidado quase artesanal de não perder a bola e não dar a mínima chance ao adversário, porém, não nos encontramos no primeiro tempo malgrado a nítida superioridade e, de verdade, em futebol não adianta superioridade sem bola na rede. O time da Coréia do Norte fechado atrás, compacto, teve seus méritos, porém, o que faltou mesmo ao Brasil foi entrosamento e criatividade. O 0x0 do primeiro tempo foi um castigo ao futebol burocrático que jogou.
No segundo tempo, o time começou com maior disposição. Num certo momento parecia mesmo que ia se encontrar graças a algumas jogadas rápidas, principalmente pelas boas atuações de alguns jogadores considerados coadjuvantes, como Maicon e Elano, bem como Robinho que se deslocava e procurava jogo pelo campo inteiro. O mesmo não acontecia com Kaká, que esteve muito abaixo de suas possibilidades, e com Luiz Fabiano, que fez muitas faltas irritado pela bola não chegar a seus pés com o carinho devido e muito isolado.
Foi numa rara jogada de precisão que Elano, já aos 10min, recebeu bola e deu bom passe para Maicon, que passava ao lado da área em velocidade. O lateral, mesmo sem ângulo, vislumbrou a saída do goleiro e chutou forte com a bola passando entre o goleiro coreano e a trave e desanuviando de vez o receio de que o gol não saísse.
Aparentemente o jogo ficou fácil e o time passou a tocar a bola como se apenas procurasse mais um gol para sacramentar o fim da partida. E isto, realmente, aconteceu, todavia, somente aos 26 minutos quando, num lampejo, Robinho colocou, com um lançamento preciso Elano na cara do gol, de forma que este só teve o trabalho de tirar o goleiro para marcar o segundo. Tudo parecia indicar que o terceiro seria uma questão de tempo. Dunga fez mudanças que não mudaram muito nada, porém, um dos que entraram, Ramires, levou um cartão numa jogada mais dura e a defesa dormiu no ponto. Resultado: time sofreu o gol da equipe asiática aos 43min feito por Ji Yun-nam que passou na corrida por Lúcio e Gilberto Silva e fuzilou na saída de Julio César. Talvez, a segunda chance real de gol que a Coréia teve, mas, um castigo para a acomodação do Brasil que poderia ter partido para, pelo menos, ter feito mais um. Enfim, o Brasil jogou para o gasto. Só mesmo o suficiente para ganhar.
Fonte: Sílvio Persivo
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