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Silvio Persivo

O Botafogo foi o grande campeão do brasileirão


O Botafogo foi o grande campeão do brasileirão - Gente de Opinião

Acabou o campeonato brasileiro de 2023 e, surpreendentemente, o Palmeiras foi, mais uma vez, campeão. Não há dúvidas que, com méritos, principalmente por sua capacidade de resistência e capacidade de jogar intensamente. O fato é que, pelas circunstâncias, o campeonato caiu no seu colo. Vou, logo,  esclarecendo que não sou botafoguense, mas, é preciso dizer que, ao contrário do que se propala, o grande destaque deste campeonato foi o Botafogo. Quem, no começo do certame, ousaria dizer que o Glorioso passaria 30 rodadas na liderança? Que chegaria, como chegou, a ter tantos pontos de diferença? A grande verdade é que o campeonato brasileiro é uma máquina de triturar jogadores com seu calendário cansativo e exigência de intensidade constante. O Botafogo é um time de elenco limitado. E conseguiu jogar, no primeiro turno, com uma intensidade maravilhosa. Porém não só previ, como disse para muitos amigos, que seria normal que tivesse uma queda grande na sua performance. Foi maior do que esperei-é verdade. Ainda esperava que ficasse com o título, todavia não aconteceu. E não aconteceu por falta de peças de reposição e, num determinado momento, pelo motivo demasiado humano que o time estava cansado e, psicologicamente, abatido. Levou alguns gols nos momentos finais por falta de capacidade de resistência. Mas, fez uma campanha maravilhosa alcançando o 5º lugar. Só a falta de análise e a paixão cega não aplaude o time botafoguense, com todos os erros que possam ter sido cometidos, porque lutaram até o fim, tentaram até o último minuto.  Honraram a camisa da Estrela Solitária. Aqui cabe falar também do que o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira disse, com propriedade, que há uma falta de bom senso tanto da imprensa, quanto de torcedores que não entendem de futebol. Reclamava das críticas, até muitas ofensivas, ao seu trabalho. Não é somente ele, entretanto que sofre com a falta de bom senso. Claro que não se pode deixar de ter paixão, de pedir que joguem bem, que se entreguem para ganhar. Porém, só um ganha e, muitas vezes, o acaso, um erro, um chute mal dado faz toda diferença. Isto não pode desmerecer o trabalho de uma equipe. Basta ver o caso do Vasco, que reforçou seu time, e tem nomes como o de Medel, de Payet ou de Vegetti, indiscutíveis como jogadores de qualidade. Com tudo isto, com um grande treinador, como é o caso de Ramón Diaz, esteve para ser rebaixado. O América Mineiro, o Goiás ou o Curitiba não são times fáceis de serem batidos. Dos que foram rebaixados o elenco do Santos é o pior. Mesmo assim, em determinados momentos, parecia ter escapado da degola. Isto mostra como o Brasileirão é competitivo. É uma maratona e se deve respeitar o esforço, a dedicação não apenas dos jogadores, mas há um imenso trabalho de equipe por trás do que fazem. O choro dos jogadores do Santos ou a alegria dos jogadores do Vasco e do Bahia são parte de uma mesma tragédia: a maratona insana do campeonato brasileiro. Existem erros, é evidente. Porém errado é se cobrar dos técnicos e dos jogadores resultados sem terem condições de desenvolver seus trabalhos. E, o que é pior, muitas vezes, injustiçados por assédios absurdos. É preciso repensar o futebol brasileiro para termos jogos melhores, mais qualidade e segurança nos campos. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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