Porto Velho (RO) sábado, 21 de julho de 2018
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Silvio Persivo

É hora da onça beber água - Por Sílvio Persivo


É hora da onça beber água - Por Sílvio Persivo - Gente de Opinião

Vamos começar as quartas de finais e, seguramente, é surpreendente que, pelo menos, três das grandes seleções de qualquer copa estejam fora (Alemanha, Argentina e Espanha). Ainda mais que, em especial a Alemanha e a Espanha eram tidas como favoritas para o título. Já fazia falta a Itália cujo futebol é, indiscutivelmente, um dos melhores do mundo. Não há como não fazer palpites. Pelo chaveamento o lado onde o Brasil está possui as seleções melhores. França, Uruguai e Bélgica se destacaram. Do lado de lá, a Croácia e a Inglaterra são as duas grandes seleções. No entanto, os donos da casa, a Rússia e a Suécia, que venceu a Suiça, com a qual o Brasil, precisamos lembrar, empatou não são times fracos, muito ao contrário, chegaram até aí com méritos.

Contudo, este não é um dos melhores mundiais que já tivemos. Foi, via de regra, recheado de partidas muito defensivas e os gols bonitos, existiram, mas, foram bem menos que nas copas anteriores. Talvez por isto que as atrações acabem sendo o que acontece fora do gramado, como o caso de um  russo torcendo pelo Brasil e até mesmo a repercussão mais dos fingimentos de dores do Neymar do que o fato de que seja um dos grandes nomes que acabou sobrando para o final da Copa da Rússia. Dos times que sobraram a Croácia, a Bélgica, o Brasil e depois o Uruguai, nesta ordem mesmo,  foram os que apresentaram um desempenho melhor. O Brasil é o que mais chuta a gol dos que restaram, mas, a Suécia, por exemplo, tem uma defesa que só levou um gol na primeira fase. A Croácia também. O Uruguai só levou um gol nas quartas de finais. Por isto mesmo são times mais duros de serem batidos. Até agora a posse de bola não adiantou muita coisa quando não se transforma em eficiência do ataque. E se um time se comporta como a Rússia, que teve consciência de que o adversário tinha mais qualidade, se fechando lá atrás para decidir nos pênaltis, não é improvável que venhamos a ter, novamente, decisões que irão depender mais da sorte e dos nervos. De qualquer forma, amanhã, dia 06, às onze horas em Novgorod, Uruguai e França começam a definir os semi-finalistas e, como é mata-mata, emoção haverá de qualquer jeito, embora meu palpite é de que este jogo deve ser um grande jogo, onde os dois irão procurar definir no tempo normal.

Original do Blog “Um Estranho no Ninho” (https://spersivo.blogspot.com/). 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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