Porto Velho (RO) quinta-feira, 14 de novembro de 2019
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Que coisa maravilhosa é a paz! Por Pimenta Murupi


Que coisa maravilhosa é a paz! Por Pimenta Murupi - Gente de Opinião

UMA HISTÓRIA MUITO MAL CONTADA
Que coisa maravilhosa é a paz! Linda aquela foto de todos unidos no MDB! Só faltou soltarem umas pombinhas brancas e dançarem, Canção “We Are The World”( Nós somos o mundo de mãos dadas), mas, não resta dúvidas foi uma convenção maravilhosa. Teve de tudo: protestos, gritos, invasão, quebra de vidros, tapa e PM. Quem poderia pedir uma baixaria melhor? Faltou colocar na televisão aberta. Certamente daria muitos pontos no Ibope.

Que coisa maravilhosa é a paz! Por Pimenta Murupi - Gente de Opinião
A ARMAÇÃO LIMITADA
É evidente que houve uma grande armação para tirar Confúcio da corrida eleitoral. E, convenhamos, faz sentido. Seria, sob o ponto de vista partidário, muito mais negócio ter só um senador e coligar com outro partido. Agora, pelo que se sabe, o senador Raupp sempre foi o nome mais forte, quase dono imemorial do partido, sua candidatura é natural, então, como tirá-lo? Não seria possível nem provável. Logo, o natural seria descartar Confúcio. O grande problema é que, na atual situação política, o ex-governador, aparentemente, tem mais votos do que o senador. E a oferta para que virasse candidato a deputado federal é muito pouco atrativa. Primeiro porque ele havia estimulado a irmã, Claúdia, a disputar uma cadeira. Depois, com certeza, iria atrapalhar, e muito, a deputada Marinha Raupp. Marinha deve se eleger, mas, não terá, como das vezes anteriores, a mesma quantidade de votos. Embora não esteja envolvida na Lavajato, e seja uma deputada das mais ativas, a verdade é que as acusações contra Raupp acabam por respingar nela. Terá uma das mais difíceis eleições que já teve. Assim, a grande verdade, é que a descida de Confúcio não seria uma boa alternativa.

A SOBREVIVÊNCIA OBRIGA
Confúcio Moura, nem por um momento, aceitou calado a história de ser afastado da candidatura ao senado. Tratou de botar a boca no mundo. Segundo alguns, deliberadamente, deixou vazar um áudio metendo a boca na armação. Segundo outros, não teve nada a haver com o vazamento, mas, seja como for, estava disposto para brigar. Ser candidato a deputado federal nem pensar. Falou até em criar gado, galinha e peixes. Mas, não era bem o seu pensamento. Dizem que andou se queixando na cúpula do MDB da “traição” e que, por lá, recebeu apoio. Consideraram que é bem mais fácil o ex-governador se eleger que Raupp (o que gera controvérsias). De qualquer forma, antes de partir para a briga, ardiloso, parece ter se cercado de alguns cuidados básicos. É claro que Raupp tem muito prestígio nacional, porém, Confúcio é um emedebista antigo também e, recentemente, quando quis sair do partido por não ter espaço, é certo, que houve conversas ( e garantias) de que não teria problemas. Contudo, eles apareceram na hora da convenção.

QUEDA DE BRAÇO
Que houve uma armação para tirar Confúcio da corrida ao senado não se tem dúvidas. Consta, inclusive, que, na sexta-feira, no Hotel Rondon, teria havido uma conversa áspera entre eles quando não houve acordo de paz nenhum. Alguns mexeriqueiros dizem que até o ex-governador teria ameaçado criar problemas para o senador, se afastado da disputa. Não há como negar que até a convenção os ânimos estavam exaltados e as posições rígidas. Ou dava Raupp ou Confúcio. Os dois nem pensar.

O DESARME DA ARMAÇÃO
A convenção foi marcada pelo desenho que haviam feito. A condução da executiva não deixava dúvida sobre a necessidade de escolher entre um e outro. E a chapa já havia sido confeccionada conforme o planejado. Há planejamento e contra-planejamento. Confúcio arregimentou sua claque para fazer barulho e criar um impasse. Não conseguiu e tudo parecia que ia se encaminhar para o final esperado com o afastamento de Confúcio do páreo. Aí aconteceu o imprevisto: Tomaz Correa deu um safanão no Emerson Castro. Embora espetacularizado aquilo não chega a ser um tapa. Foi mais um safanão, um chega pra lá. Tão inesperado, quando sem senso. O Emerson deve ter ficado estupefato. Custou a se certificar que era verdade. Um ato disparatado. Para não deixar passar em branco até fingiu que revidava. Deu um chutinho chega pra lá sem a menor intenção de acertar mesmo. Deve ter passado pela cabeça dele que Tomaz não aguentava uma pancada dele mesmo e que o safanão foi mais fruto do nervosismo (até meio amoroso) do que uma agressão de verdade. Tanto que Emerson, que não é de levar desaforo para casa, não teve o menor problema de esquecer o incidente e fazer as pazes. O que não é bem do temperamento dele que exclui qualquer um do Facebook que lhe desagrade com palavras. Mas, o tapinha deu o que falar e elevou a baixaria ao seu grau mais elevado.

TEM MAIS CARNE DEBAIXO DESTE ANGU
Bem, a estratégia que não se conhece, nem fica clara, foi a de Confúcio Moura. É claro que o tapinha que não doeu ajudou, mas, não foi, certamente, por causa dela que a paz voltou a reinar no seio do MDB. A foto dos caciques juntos comemorando tem por trás coisas que ninguém sabe, com certeza. E do que não se sabe só uma coisa certa: a estratégia de Confúcio deu certo. Encher o auditório de correligionários, criar problemas, gerar confusão foi sua face visível. Mas, a invisível, a que ninguém disse, é: o que foi que usou para mudar a situação? A paz não veio sem alguma mudança sensível nas condições vigentes. O que não se diz sobre a convenção é muito mais importante do que o que apareceu. Mas, a paz é uma beleza! Nunca antes neste partido se viu tanta união!

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