Porto Velho (RO) domingo, 18 de agosto de 2019
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INVESTIMENTOS CHINESES NO BRASIL VÃO AUMENTAR


INVESTIMENTOS CHINESES NO BRASIL VÃO AUMENTAR - Gente de Opinião

Em 2017, o investimento chinês foi o maior em sete anos, US$ 24,7 bilhões, de acordo com o Ministério do Planejamento do Brasil. Entre 2012 e 2016, as empresas chinesas investiram no Brasil mais do que o dobro do investido pelas empresas norte-americanas. O apetite pelo Brasil aumentou muito porque o presidente Xi Jinping decidiu incluir o país no seu plano "Um Cinturão, Uma Rota" para investir US$ 1 trilhão em infraestrutura global. Assim, os investimentos chineses que eram limitados ao setor de energia procuram novas projetos em áreas antes inacessíveis, como a construção civil, portos e ferrovias, como parte de uma estratégia de Pequim que visa ampliar a presença internacional de suas empresas e abrir mercados para a venda de serviços de engenharia e equipamentos. Na 3ª  edição do Boletim Bimestral sobre Investimentos Chineses no Brasil, divulgado pela Secretaria de Assuntos Internacionais  do Ministério do Planejamento, foi divulgado que, no primeiro bimestre de 2018, três projetos de investimentos chineses no Brasil representaram valores acima de US$ 400 milhões.

O apetite chinês por projetos no Brasil pode ser exemplificado pelos investimentos da chinesa State Power Investment Corporation (SPIC) que, mesmo depois de ter pago 7,18 bilhões de reais pela concessão de uma hidrelétrica em um leilão do governo em setembro passado, deve avaliar novas oportunidades de compras de ativos locais.   A estatal, uma das cinco maiores geradoras da China, soma-se a outras gigantes orientais que têm investido fortemente no setor elétrico brasileiro, como a State Grid e a China Three Gorges, em A SPIC opera em 41 países no mundo, com cerca de 120 gigawatts em usinas de geração, o que representa uma capacidade superior ao parque de hidrelétricas do Brasil

O Brasil entrou para essa lista no começo de 2017, quando a SPIC concluiu a aquisição da operação local da australiana Pacific Hydro com o objetivo de ter uma plataforma com a qual pudesse começar de imediato os investimentos no país. Ela adicionou que o interesse da companhia é focado em grandes hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares. A empresa já conta com 58 megawatts em parques eólicos na Paraíba, que compunham o portfólio da Pacific Hydro, e com a hidrelétrica de São Simão, de 1,71 gigawatt em capacidade, comprada em seguida após o vencimento da concessão da Cemig e é vista como potencial interessada na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, onde os principais acionistas, Odebrecht e Cemig, têm buscado vender suas participações. A expansão poderá acontecer com novas aquisições ou com a inscrição de projetos em leilões do governo para viabilizar novas usinas. A SPIC Pacific Hydro está trabalhando atualmente em estudos sobre um possível investimento na modernização da usina de São Simão, entre Minas Gerais e Goiás. O empreendimento está em operação desde 1978 e a empresa terá a concessão por um novo período de 30 anos.




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