Segunda-feira, 23 de agosto de 2021 - 17h17

Semana passada o Brasil
perdeu um dos nomes mais ilustres quando o assunto é a propaganda e o
marketing. Duda Mendonça, criador de cases de sucesso como “o primeiro sutiã a
gente nunca esquece” ou “passa Gelol que passa”, morreu aos setenta e sete anos
vítima de um câncer no cérebro. Mas, foi a propaganda política a área em que o
publicitário Duda Mendonça se fez, fez escola e revolucionou aquilo que se
convencionou chamar de marketing político e onde fez seguidores na arte
malandra de mascarar a realidade política, as contas de campanha e como disse
Ramiro Batista, ser um bruxo capaz transformar sapos em príncipes e eleger um poste.
Trago este assunto porque
desde o dia 18 de novembro de 2020 o Governo de Rondônia anunciou que iria
abrir uma concorrência para contratar uma agência de publicidade e até
indicando a data de 16 de dezembro para abertura das propostas o que não
ocorreu, sabe-se lá o porquê. Aí partir daí só marchas, contramarchas,
impugnações, investigações, confusões, gravações, delações, boatos,
composições, demissões, ações, choro, ranger de dentes e de novo, um boato
dando conta de que já há um resultado da desnecessária pendenga vez que a
empresa venceu o certame e logo já pode e deve ser declarada vencedora. Simples
assim.
Porém de novo a coisa pode
empacar, pois corre à boca pequena que um “boca grande” quer melar a decisão
que deve ser pública, até porque se trata de algo sensível ao governo e à sua
comunicação com e para o povo, sendo é claro, imperiosos que à uma decisão
deste jaez, seja dada ampla divulgação
para evitar o resultado similar ao já ocorrido no Detran de Rondônia que se viu
prejudicado sem fazer campanhas educativas por falta da agência de publicidade
que seria contratada e não foi, face ao cancelamento lastimável do certame
licitatório.
A disputa acirrada entre
agências concorrentes é normal, salutar e necessária ou nem mesmo precisaria
haver licitação e assim, a atual disputa chegou enfim, à fase final e
despertando o interesse geral, pois a “parte que nos toca nesse latifúndio” é
acompanhar o bom serviço que deverá ser prestado e o valor que será pago com o nosso
imposto.
Nós pagamos tudo o que o
governo contrata ou determina que seja feito, desde salários, obras e penduricalhos,
mas no caso de publicidade governamental deve-se pagar o acordado em contrato
para produzir as peças publicitárias. Para veiculação que é a segunda parte do
ato, é necessário ater-se às medições de audiência, feitas por instituto de
pesquisa, com resultado aferido e fiscalizado por órgãos de controle e com
ampla divulgação.
Para entender: a publicidade
de governo não tem o objetivo de enrolar um pacote num papel de presente e nem
criar a falsa ilusão de que Rondônia é uma Suécia tropical, mas é preciso ter
uma linguagem universal que atinja suecos, chineses, alemães e outros
investidores que queremos atrair para participarem do nosso desenvolvimento. O
alvo da publicidade não pode ser apenas e tão somente quem mora em Rondônia. É
preciso bem mais que isso.
A Agencia Nacional,
vencedora do certame, conhece bem Rondônia. Atuou aqui como agência de
publicidade da Prefeitura de Porto Velho de 2000 a 2005. Está no mercado há 30
anos e vive uma fase de modernização, comprometida com um rígido sistema de compliance,
uma garantia da lisura em suas operações. Atende relevantes clientes na área
governamental como a Terracap no Distrito Federal, os Ministérios do Turismo e
da Cidadania, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro-FIRJAN, a Assembleia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o Conselho Federal de Medicina
Veterinária, a Prefeitura de Nova Iguaçu, a Band Sports e acaba de sagrar-se
vencedora de outra licitação para atender outro governo estadual além de Rondônia,
que é o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em linguagem popular, a Agência
Nacional não é só nacional ou tem só o nome de nacional. A Nacional é do ramo.
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