Quinta-feira, 5 de agosto de 2021 - 11h26

Para
quem gosta de briga de galo, em Brasília tem. A bem da verdade brigas de galo,
jogo de bicho, desvio de verbas, compras superfaturadas, rachadinha, compra de mandatos,
diplomas falsos, tudo é proibido, menos em Brasília. E sempre surgem novidades
como a corrida maluca. São 11 contra 1 e nível de dificuldade “A”. Não pode ter
freios e nem contrapesos. Bolsonaro e Barroso se olham feio, se bicam e sem
mais delongas entra outro galo, o Moraes, dando uma voadora, empurrando o
presidente Bolsonaro para ser investigado no inquérito das “Fakes News”, por
conta da petica do voto impresso. Sentindo o golpe, Bolsonaro que é mais grosso
que papel de enrolar pregos, subiu o tom de voz e talvez lembrando-se dos
tempos de cadete quando era chamado “Cavalão”, murchou as orelhas e saiu
distribuindo coices, batendo os arreios, cascos, sela e a traia de montaria e afirmando
que contra o inquérito que nasceu sem embasamento jurídico ou seja que é
inconstitucional, ele tem como "antídoto", já que o STF não atua
dentro das quatro linhas constitucionais, algo que também não está "dentro
das quatro linhas da constituição", sem explicitar muito bem o que é esse
tal antídoto.
Vamos
à linha do tempo. O inquérito das “Fake News” nasceu de oficio, ou seja, sem que
tenha sido provocado pela PGR, em 14 de março de 2019 quando era presidente o
ministro Toflli seu autor e que designou para a relatoria ao ministro Alexandre
Moraes. O mote para o nefasto inquérito seria nas palavras do Tofolli “a
existência de notícias fraudulentas, conhecidas como “Fake News”, denunciações
caluniosas, ameaças e infrações revestidas de ânimos caluniantes, difamantes e
injuriantes, que atingem a honorabilidade e segurança do STF, de seus membros e
familiares”. Ainda que merecesse o debate, o plenário do STF referendou o
discutível.
Nada
a ver com Bolsonaro e sim com denúncias sobre membros da corte e famílias.
Crescia o indigitado inquérito como mandioca sem ninguém ver o tamanho, mas em
tempos estranhos o clima azedou e os onze galos resolveram trucidar o galo
solitário, mas que cantava de galo.
A
crítica acerbada de Bolsonaro reside no fato do inquérito ter sido aberto de
ofício e do seu nome ter sido incluído na investigação sem que a PGR tivesse
sequer consultada e com mais um agravante: o relator ministro Alexandre
promoveu a inclusão do seu nome a pedido do ministro Barroso que preside o TSE
e com o qual Bolsonaro não divide nem o pedaço de um comprimido de cloroquina.
Entender
a cabeça do Bolsonaro e a ameaça de agir fora das quatro linhas constitucionais
como ele disse em alto e bom som pela Rádio Jovem Pan está aquém da lógica
política, mas ele insiste: “Estão se precipitando. Um presidente da república
pode ser investigado? Pode. Num inquérito que comece no MP e não diretamente de
alguém interessado. Esse alguém vai abrir o inquérito, como abriu? Vai começar
a catar provas e essa mesma pessoa vai julgar? Olha, eu jogo dentro das quatro
linhas da constituição. E jogo, se preciso for, com as armas do outro lado. Nós
queremos paz, queremos tranquilidade. O que estamos fazendo aqui é fazer com
que tenhamos umas eleições tranquilas ano que vem."
Os
jovens não viram o Brasil do presidente Jânio Quadros que entre um gole e outro
e na falta de algo melhor a fazer, proibiu as brigas de galo no país. Mas as
brigas de galo e uma outra paixão nacional que é o jogo do bicho sempre foram
toleradas em Brasília. Lá tudo pode.
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