Porto Velho (RO) quinta-feira, 18 de outubro de 2018
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Léo Ladeia

POLÍTICA & MURUPI 20/03


                 POLÍTICA & MURUPI

Frase do dia

"A relação entre inflação e crescimento do PIB é pequena no curto prazo e inexistente no longo". Delfim Neto jogando pimenta no vatapá do governo

Pauta Política de 01 a 10

01-CIDADANIA – Trânsito:

O uso do cinto de segurança é obrigatório por lei e não só em rodovias mas nas ruas das cidades. A uso correto do cinto de segurança reduz a possibilidade de lesões graves e até de morte em casos de acidentes. Quem não usa o cinto está sujeito a multas e a perda de pontos na carteira. A Polícia está nas ruas de Porto Velho atuando fortemente contra essa prática. Seja vivo. Ou você usa muito o cinto ou ...sinto muito. Você escolhe a letra. Mas se errar você dança.

02-Um ministro vacinado:

O novo ministro da Saúde Dr. Temporão chegou cantando de galo. Já avisou que ouvirá o seu partido, mas que a decisão sobre as indicações de cargos cabe a ele. Se o PMDB quiser ter influência nas nomeações da sua pasta, terá que indicar nomes que tenham especialização na área, experiência administrativa e vida lisa na administração pública. "Por que o partido se recusaria a indicar nomes técnicos" pergunta. O deputado Michel Temer, presidente nacional do PMDB, diz que os técnicos, desde que filiados ao partido. Temporão age cerfto. O melhor momento de um ministro é o começo, quando lhe sobra aval. No caso, do PMDB e do Lula.

03-Uma idéia que morre no nascedouro:

O deputado Paulo Rubem do PT do Paraná, coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, disse que o grupo vai apresentar uma PEC alterando as atuais regras da imunidade parlamentar. A idéia é restringir a imunidade aos atos típicos do exercício parlamentar e não permitir que continue a "servir de cobertura para atos praticados antes do mandato". Gostei do Rubem, da idéia e da frente, mas não aposto uma arruela no sucesso da PEC. Não é por nada não, mas é que se mexer na imunidade, acaba com a impunidade. E isso o Congresso não quer.

04-O apagão, a CPI e a Lei de Murph:

Fato determinado e assinaturas têm. Vacilo do governo, pelo menos dois. O certo é que houve o apagão aéreo, Lula deu sorte pois aconteceu depois das eleições mas se lixou para o azar ao não investigar e cortar cabeças. De cara, sem nada poder fazer, a oposição propôs uma CPI e o governo se atrapalhou ao tentar abafar. De cara outra vez, a oposição foi ao STF e quando não poderia acontecer, outro apagão aéreo pintou na área. Só pode ser urucabaca da braba, pois essa tal lei de Murph nada tem a ver com azar. Tem mais a ver com estatística e falta de controle

05-Acertando o relógio:

O senador Expedito Júnior que trouxe à baila a aposentadoria do mototaxista, resolveu acertar seus ponteiros e portanto vai aí a hora certa. A mexida é grande: o parlamentar não se aposenta pela Seguridade do Congresso, se estiver envolvido em condutas criminosas. Se for aposentado e for condenado, a aposentadoria seria cassada. Se renunciar para não ser julgado por seus pares, nada de aposentadoria. Gostei da idéia, do projeto, do Senador e do ajuste do relógio mas, temo que não frutifique. Não é por nada não. É que o relógio do Congresso é do tipo antigo que só funciona à corda. Esfregando os dois dedos, se me fiz entender. Cortar a corda, nem pensar.

06-Trabalhando com prazer:

Quem pensa que o presidente Lula age por impulso se engana. Não se pode dizer que Lula seja um workaholic mas o certo é que respira política 24 horas por dia. Fim da desagradável reforma ministerial e Lula vai se aproximar da oposição para fazer o que gosta – falar de política. Pretende estreitar relações com Serra, Aécio e conversar até com o ex-presidente FHC. Visitar ACM no Incor não foi obra do acaso. Lula precisa de uma trégua por dois anos. Lá no terreiro de ACM por exemplo, é urgente aparar arestas para encher a bola da menina do olhos do PT, o Jacques Wagner.

07-Reformas às favas:

A única medida do PAC para controle de gastos públicos virou tabu e esconde-se nos corredores do Congresso. Quinze parlamentares foram procurados para relatar a matéria e nenhum aceitou o ônus de ter que confrontar o servidor público. Restou ao governo escolher um dos seus. José Pimentel, do PT do Ceará vai carregar a cruz, enquanto o lobby silencioso dos representantes dos servidores se organiza para barrar a medida. Com a criação da Super Receita a reforma tributária foi adiada. Com o PDT comandando a Previdência, nada de reforma. Sobrou a reforma política, cada dia mais distante, e com jeito de que terá apenas uns remendos.

08-Soluções pluviais:

Algo precisa ser feito no Brasil para resolver essa esculhambação causada pelas chuvas. Onde já se viu? No Nordeste a seca pela falta chuva. Por aqui o excesso de chuva abre buracos. Ruas e estradas ficam sem conserto por vários anos. Na era FHC por falta de chuva tivemos o apagão elétrico. Com Lula o excesso de chuvas causou o apagão aéreo. É urgente reordenar a precipitação das chuvas. Minha sugestão é criar o Ministério Pluvial. Além de abrigar quem ficou na chuva na reforma ministerial, será uma lição ao mundo de como aproveitar a chuva para vários usos. Ontem tratei da divisão de Rondônia. Hoje do novo ministério. Como você pode ver, o Brasil tem conserto. Basta ser criativo

09-Vida de pobre é um choque:

Pesquisa do Banco Mundial mostrou o perfil de consumo de quem ganha R$516 por mês. No Brasil eles representam 70,7% da população e para um mercado total estimado em US$ 527 bilhões, os brasileiros pobres entram com US$ 181 bilhões. A fatia é grande. Gastam apenas 8% da renda com a formação dos filhos, pois a barriga ronca mais alto. O estudo é amplo, merece ser lido por todos, até pelas curiosidades que apresenta. Os brasileiros pobres respondem por 57,8% de todo o gasto nacional com energia elétrica no mercado doméstico. Ou seja: Quando o Paulo Xisto fala que a energia elétrica de Rondônia é a mais cara do Brasil, está absolutamente certo.

10-Como decorar seu cafôfo:

As escaramuças entre a imprensa e a ALE cessaram como por encanto. Boné, CPI, nepotismo, o famoso chiqueirinho, tudo parece fazer parte do passado. Se é verdade que água mole em pedra dura tanto bate até que fura cabe a pergunta: o que pode ter acontecido? Furaram a pedra ou faltou água? Por falar em boné, se a moda de reformar gabinete pegar pelo Brasil afora, como seria o gabinete do Hildebrando Pascoal, do Frank Aguiar ou do Clodovil?

 

leoladeia@hotmail.com

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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