Porto Velho (RO) segunda-feira, 29 de novembro de 2021
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Léo Ladeia

Ouça a entrevista do governador Confúcio no Papo de Redação


Ouça a entrevista do governador Confúcio no Papo de Redação - Gente de Opinião

Clique AQUI e ouça entrevista do governador Confúcio Moura
no programa Papo de Redação da Rádio Parecis FM

 


 

Governador leva mensagem de conforto aos desabrigados

Em entrevista a emissora de rádio na Capital, Confúcio Moura diz que problemas estão sendo enfrentados para diminuir as perdas dos atingidos pelas enchentes
 
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O Governador Confúcio Moura levou uma mensagem de conforto às vitimas das enchentes nesta terça-feira (18) durante a participação no programa Papo de Redação, da Rádio Parecis (98,1 FM). Durante entrevista temas como a visita da Presidente Dilma, auxílio ao Estado, Saúde, abertura da Estrada Parque e reeleição foram abordados.

Transmitido em rede para todo o Estado, a participação de Confúcio teve o intuito de divulgar as ações de enfrentamento para as enchentes que atingiram Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Porto Velho, principalmente os distritos no baixo Madeira.

O governador iniciou a entrevista falando da visita da presidente Dilma a Porto Velho que, segundo ele, ela tomou ciência da situação ainda quando cumpria agenda na Itália. “O que nos abala, além das agruras da cheia, é o isolamento de algumas regiões. A situação inflacionou os preços dos produtos. Vi gente na fila sentado na botija esperando o gás”, relatou.

A saída para a situação era através de uma estradinha, porém uma liminar proibiu que fosse feita alguma obra. Uma mobilização dos vereadores, prefeitos, alguns deputados, moradores e até mesmo os índios que representavam um anseio de Rondônia, foi atendida. “A presidente derrubou o veto e dentro de dez dias queremos entregar a estrada”, afirmou Confúcio.

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Prioridades

As ações de enfrentamento foram divididas em duas etapas. A primeira será voltada para o atendimento em Pronto Socorro, que é o prioritário, junto com os esforços para garantir comida, água potável e abrigos. “Nessa etapa devemos agradecer à Defesa Civil que no Estado é coordenada pelo Coronel BM Caetano e as entidades. Um trabalho solidário de Rondônia inteira, pois não teve um município que não ajudou”, ressalta o governador.

A segunda etapa é a reconstrução e de acordo com o governador é necessário questionar se a pessoa que está abrigada quer retornar para sua casa e se voltar para a sua casa, daqui a três anos passarão novamente por uma situação semelhante, questionou. Um trabalho conjunto com a Secretaria de Estado de Ação Social (Seas) deverá ser realizado, de acordo com o governador. 

Um dos programas estruturantes do Governo da Cooperação é o Programa Morada Nova que prevê a construção de 20 mil unidades habitacionais para Rondônia, 12 mil apenas pra a capital. No bairro Mariana, serão entregues duas mil casas.
 
Representantes de comunidades tradicionais como Calama relatam que muitos moradores não querem mais retornar. São pessoas que perderam sua plantação, seu gado, suas casas que sobreviviam da pesca e da agricultura familiar. "É ai que o Estado deve se fazer presente, construindo novas casas, novos distritos mais afastados da beira do rio e para isto deve-se buscar os recursos necessários. O que a ação social deve fazer é dar estrutura para que estas pessoas possam recomeçar a sua vida", disse o governador.

Uma das propostas seria abrigar um quantitativo destas famílias nestas casas. Ideia que foi bem acolhida pela presidente durante encontro realizado em Brasília. O governador diante da necessidade pediu agilidade aos empreiteiros na entrega das obras.

Abrigo

O Governo estuda a viabilidade da construção de um abrigo no Parque dos Tanques, que contará com toda a estrutura necessária. A razão, segundo o governador seria o ano letivo. De passagem pelo estúdio, o secretário de Educação, Emerson Castro, disse que há um quantitativo de 12 mil alunos fora das salas e o custo x beneficio é baixo.

Um exemplo é a Escola Castelo Branco que tem 1600 alunos sem aulas porque abriga 60 famílias. “É uma despesa que pagaremos duas vezes, pois os professores deverão receber pelas aulas que não deram e pelas que darão, além da reforma da escola que não possui estrutura para receber estas famílias”, ressaltou Emerson.

“Tivemos uma queda em nossa arrecadação com todo o transtorno da enchente e ainda assim teremos gastos extras para o Estado”, lembra o Secretário que frisa “as aulas para o terceiro ano do ensino médio devem retornar ainda esta semana”. 

Prevenção

Embora esta seja a maior enchente da história de Porto Velho, não houve nenhuma morte. Ao contrário do que acontece nos Estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, o que é positivo, de acordo com o governador.

Saúde

“Vamos entrar com o planejamento para a área de saúde, pois é grande o risco de surtos de doenças endêmicas quando o rio começar a baixar e devemos nos preparar para não sermos pegos de surpresa. O Pimentel terá reunião com o Ministro da Saúde nesta quarta onde apresentará as necessidades do Estado para a área”, lembrou o governador.

Confúcio Moura abordou ainda sobre a reinauguração da Policlínica Oswaldo Cruz nesta segunda-feira, 17, que oferece 36 especialidades médicas e atuará com um sistema que permite o agendamento de consultas para pacientes nos mais distantes municípios do Estado.
 
“O que não pode acontecer é o paciente sair de seu município, ter despesas de deslocamento e hospedagem e não receber o devido atendimento. Se caso o médico ficar doente ou não tiver um substituto, ele deverá ser atendido em rede particular, mas não poderá voltar sem essa consulta”, esclareceu o governador em rede estadual.

Texto: Romeu Noé
Foto: Marcos Freire
Fonte: Decom


Matéria atualizada às 23hs


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