Terça-feira, 6 de abril de 2010 - 18h22
- “Desintegração” de posse II
Erraram os invasores em determinado momento, e errou muito mais o poder público ao permitir por leniência, que um bairro com 400 famílias se instalasse. Não vou separar o que é poder público. Todos sabiam do problema e deixaram que o tempo, a natureza, ou a boa vontade do proprietário agissem de forma a acomodar as coisas. Mas, não é assim que a coisa funciona. O imbróglio continuou crescendo mais que as folhas do processo, a justiça determinou a reintegração de posse e, a exemplo de tantos outros casos, a operação saiu do controle e o pau de bater em doido rodou democraticamente. Clique e veja vídeo (2).
Em ano eleitoral é claro que políticos à cata de votos iriam aparecer na hora para evitar a desocupação e...Bingo! Entraram na máquina de moer carne e acabou sobrando para os dois presidentes da Câmara de Veradores: o atual e o futuro, sendo este preso, algemado e trancafiado num camburão. Ocorre que esse processo é antigo e qualquer ação para se contrapor à decisão da justiça só poderia acontecer nos autos. Foi aí que alguém resolveu pensar arranjar uma solução caseira, passando por cima da sentença. Como é sabido, pensar para quem não tem costume, dá dor de cabeça. E deu muita. Clique e assita vídeo (3).
-“Desintegração” de posse IV
Mais atrapalhada que galope de vaca, veio uma solução de legalidade discutível. Uma lei advinda de um projeto de iniciativa popular para fazer a desintrusão da área. Já no meio do caminho a área foi cresceu e, pela exiguidade de tempo, já que a reintegração estava prevista, votada a toque de caixa. “A pressa é inimiga da perfeição” diz o povo. Os edis esqueceram de algo que é primordial. O projeto somente poderia ter origem no Executivo, posto que cria uma despesa, o que é vedado à Câmara de Vereadores e a lei com a brilhante providência que tinham tudo para dar errado, deu. Deu e doeu.
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