Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 - 07h50

Bagé, RS, 20.02.2026
Vamos continuar reproduzindo as
reportagens da Revista Manchete:
Manchete n° 902, Rio de Janeiro, RJ
Sábado, 02.08.1969
São
Paulo Contra o Terror
(Reportagem
de Fernando Luís Cascudo)
“É Perfeitamente Natural que São Paulo
e sua Estrutura Anti-subversiva Sejam o Principal Alvo do Terrorismo”
O Comandante do II Exército, General
José Canavarro Pereira, mantém sua tropa pronta para intervir, sempre que
necessário, na manutenção da ordem pública. E, na área estadual, o Governador
Abreu Sodré convoca o povo do seu Estado para uma vigília cívica permanente na
defesa da segurança e do futuro de São Paulo.
Os atentados terroristas em nosso País
são produzidos, com sofisticação requintada, por um pequeno número de marginais
da civilização e da cultura brasileira. São autênticos robôs treinados no
exterior, inclusive estrangeiros infiltrados, que executam, com fria
determinação, as tarefas de destruição que lhes são cometidas pelos centros de
decisão do comunismo internacional. O terrorismo, por isso, traz na violência e
na crueldade com que é executado, na indiferença à destruição material, no
desprezo a vidas humanas sacrificadas, no descaso ao desemprego que gera, e à
intranquilidade que pretende causar, as marcas visíveis da estratégia
internacional das centrais comunistas.
Prossegue o Sr. Abreu Sodré:
São Paulo, de modo especial, é o
centro visado pela ação terrorista, e por motivos evidentes: é a maior
concentração urbana da América Latina, e a guerrilha urbana necessita de espaço
e de alvos múltiplos, que, feridos, tumultuariam o trabalho da população. É o
centro decisório da economia nacional, cuja afetação geraria consequências
que impediriam o
vigoroso
desenvolvimento do País. Este é o objetivo da subversão: obstaculizar o desenvolvimento
que cria
empregos,
que abre
frentes de
trabalho, que
produz segurança e perspectivas de
confiança
no futuro.
E, ainda, São Paulo, o tambor de ressonância da “mensagem” de violência do
terrorismo. Não foi outro o fim visado com o possível e criminoso incêndio
sincronizado de três emissoras de tevê. É São Paulo, e falo da presente
circunstância paulista, uma sólida e coesa frente de civis e militares, de
empresários, líderes sindicais e religiosos, de políticos e da quase totalidade
da classe estudantil, de unânime repulsa à violência terrorista. É, pois,
perfeitamente natural que São Paulo, e sua estrutura anti-subversiva, sejam o
principal alvo do terrorismo.
O Governador Abreu Sodré adverte,
contudo, que o terrorismo tem o seu ciclo de esgotamento, em face da
inconsequência da conquista que os agitadores pretendem:
O terrorismo teve o seu ciclo exaurido
na Venezuela. Esgotou-se na Colômbia. Não vingou na Bolívia. De resto, não é um
fenômeno nosso. O mundo inteiro, em áreas críticas, está exposto ao terrorismo.
O que importa, em verdade, é saber enfrentá-lo. Nesse sentido, o Governo, o
povo paulista têm consciência dos objetivos terroristas em nosso Estado.
Sabemos que são poucos, muito poucos, já presos alguns, e identificados outros,
os que estão agindo, mas que podem, dissimulados, estar se deslocando para as
fábricas, escritórios, escolas, repartições públicas, fazendas.
O poder público, em ampla e decidida
integração de todos os seus recursos, especialmente militares e policiais, está
aparelhado para impedir que o objetivo final seja obtido pelo terrorismo, que é
a subversão. Entretanto, o terrorista, dissimulado, adestrado, prevenido,
escolhe a hora, o local e a vítima que deseja. Por isso, a segurança, diante
desta nova forma de agressão interna, é dever de todos. O Governo provê
segurança para todos, mas todos, sem distinção, têm deveres para com a
segurança coletiva. Não pretende o Governo partilhar responsabilidades que lhe
são imperativas, mas conclama todos os cidadãos para que estejam atentos, sem
temor, pois os terroristas querem criar o medo que paralisa a vontade,
pretendem convencer o povo de que está inseguro, de que deve amedrontar-se, de
que é uma luta exclusiva entre Governo e subversivos.
A batalha contra o terrorismo começa,
pois, a ser ganha em cada cidadão, quando a sua consciência se indigna contra o
trucidamento de jovens sentinelas. Quando a poupança popular é saqueada nos
assaltos a bancos, a mão ramada que não hesita em matar. Quando se incendeiam
emissoras para, na espetaculosidade do sinistro, tirar do povo o seu
entretenimento no descanso do lar. Quando os desempregados, e milhares já
perderam sua ocupação, somente na indústria de tevê, e seus familiares passam
por provações. Quando, enfim, a tranquilidade pública é violentada. Pois todos
somos responsáveis pela segurança interna do País. Não há mais, por
obsolescência histórica, o “estado gendarme”. Todos somos guardiães da
liberdade. (MANCHETE N° 902)
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de
Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor
e Colunista;
YYY
Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso
do Sul (1989);
Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de
Mato Grosso do Sul;
Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre
(CMPA);
Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e
Cultura do Exército (DECEx);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do
Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando
Militar do Sul (CMS);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia
Brasileira (SAMBRAS);
Membro da Academia de História Militar Terrestre
do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do
Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

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