Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 - 10h20

Bagé, RS, 16.02.2026
Vamos continuar reproduzindo as
reportagens da Revista Manchete:
Manchete n° 899, Rio de Janeiro, RJ
Sábado, 12.07.1969
O
Novo Quadro Político
(Reportagem
de Murilo Melo Filho)
[...] Urubupungá Aqui Comece o Século XXI
(Reportagem
de Antônio Lúcio)
“É
uma obra que anuncia o Brasil do século XXI” – foram as primeiras palavras
do Governador Abreu Sodré na solenidade em que o Presidente Costa e Silva
acionou os botões para movimentar as três primeiras turbinas em operação
industrial da Usina de Jupiá. Esse conjunto, integrante do gigantesco complexo
hidrelétrico de Urubupungá, produzirá um total de 20 bilhões de kWh por ano, o
terceiro maior aproveitamento hidráulico do mundo.
Mais de 4 milhões de kW de Potência Farão de Urubupungá o
Maior Aproveitamento Hidráulico do Ocidente, Beneficiando uma Área em que Vivem
45 Milhões de Pessoas
Para
se ter uma ideia da importância de Urubupungá, que é constituída de duas
usinas, Jupiá e Ilha Solteira, basta verificar a extensão da área a que ela
servirá: um milhão de Km2 e uma população de aproximadamente 45
milhões de pessoas. Essa região concorre com 60% do produto nacional bruto, 76%
da produção industrial, 42% da produção agropecuária, 80% do valor total da
arrecadação e 80% da demanda nacional de energia elétrica, contribuindo
decisivamente para o desenvolvimento de toda a região Centro-Sul, que inclui
seis Estados Brasileiros. O Governo Abreu Sodré concorre com 90% dos custos,
aplicando, diariamente, um milhão e meio de cruzeiros novos.
O conjunto hidrelétrico terá um dos
maiores aproveitamentos hidráulicos do mundo, superado apenas pelas usinas de
Krasnoyarsk (6 milhões de kW, em construção) e Bratsk (6 milhões de kW, em
operação parcial), ambas na União Soviética. E duas vezes maior que a usina de
Assuã, no Egito (2,3 milhões de kW, em construção).
As origens da obra vão a 1953, quando
foi organizada a Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai, congregando os
Estados de Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato
Grosso e Goiás, para estudar o desenvolvimento energético, econômico e social
dessa importante área. Assim desenvolveu-se a CIBPU, um “Plano de Aproveitamento Integral do Alto Paraná”, que incluía, além
de estudos socioeconômicos de produção, o aproveitamento das quedas do canal de
São Simão, Urubupungá e Sete Quedas.
Em janeiro de 1955, a CIBPU entrou em
contato com a “Società Edison”, de
Milão, para estudar o aproveitamento das quedas de Urubupungá. Em 1956, o
engenheiro Cláudio Marcelo, em São Paulo, apresentou quatro variedades para
esse aproveitamento, destacando a que recomendava uma barragem em Ilha Solteira
e outra em Jupiá, solução escolhida como técnica e economicamente a mais
vantajosa.
Em 1957, a “Società Edison” apresentou um projeto sob o título “Aproveitamento Hidrelétrico do Rio Paraná,
entre a ponte de Jupiá e a cota 315”, no qual concluía pela construção de
uma barragem em Jupiá e outra em Ilha Solteira. Esse trabalho foi aprovado pelo
Governo Federal em abril de 1958.
Finalmente, em 1960; a “Società Edison” apresentou o projeto
final para a usina de Jupiá, em que eram reexaminadas as quatro variantes e
escolhida aquela que previa Jupiá na cota 279 e Ilha Solteira na 315. Em
setembro de 1960, a CIBPU tomou a responsabilidade de construção da primeira
ensacadeira prevista no projeto Edison para Jupiá, e, com esse ato, marcou
definitivamente o início da obra. No dia 19 de junho último foram
inauguradas as três primeiras turbinas que integram esse grande complexo.
O Presidente Costa e Silva, convidado
pelo Governador Abreu Sodré, destacou, na oportunidade, o papel de São Paulo
nesse empreendimento monumental. O Governador, por sua vez, referiu-se ao total
do investimento, que será de 900 milhões de dólares, e prometeu que mais três
unidades entrarão em funcionamento no próximo mês de dezembro, o que antecipará
em um ano o cronograma das metas do Plano Energético Nacional, a inauguração da
usina de Ilha Solteira está marcada para 1975. Afirmou, em seguida, que isso:
Significa desenvolvimento, integração
e trabalho para um povo que deseja trabalhar. Graças à reformulação de esforços
que solicitei do presidente da CESP, Professor Lucas Nogueira Garcez, vamos
acelerar os trabalhos para ainda no Governo Costa e Silva entregar as demais
turbinas de Jupiá. Desta forma, cumprimos com
o nosso
dever, como
Revolucionários, e afirmamos com orgulho
de administrador que estamos trabalhando hoje ao lado do Governo Federal para
um Brasil em paz, tranquilo, com liberdade e desenvolvimento, e uma Grande
Nação, uma nação-potência, antes do século XXI.
O Governo paulista dá, assim, a maior
importância à concretização de Urubupungá, porque, sem dúvida, será a
infraestrutura que permitirá lançar toda uma região para o desenvolvimento
integral.
Os Modernos Caminhos do Sul
Numa Histórica Manhã de Julho, o Rio Grande do Sul Passa a Dispor de um Novo Caminho Asfaltado Para a Circulação de Suas Riquezas

Uma nova data importante soma-se, esta semana, ao calendário histórico do Rio Grande do Sul: a 3 de julho, o Presidente Arthur da Costa e Silva inaugura os 381 quilômetros de rodovia de primeira classe entre Porto Alegre e Rosário do Sul. A BR-290 é a espinha dorsal do sistema rodoviário que serve ao Estado, atravessando seu território desde Osório, no litoral, até Uruguaiana na fronteira com a Argentina.
A pavimentação da BR-290 teve um desenvolvimento pouco movimentado até 1967, quando o ritmo dos trabalhos passou a empolgar todos os gaúchos. Milhares de homens, movimentando centenas de máquinas, passaram a cumprir o cronograma intensivo estabelecido para que o asfalto chegasse em 1969 até Rosário do Sul. Nesse esforço empenhou-se o Ministro dos Transportes, Mário Andreazza, a quem coube afastar obstáculos administrativos e financeiros. E o DNER pode assim cumprir a promessa feita ao Presidente Arthur da Costa e Silva.
Mais de Dois Terços Dessa Estrada Foram Asfaltados nos Últimos Dois Anos,
em Ritmo Intenso
Dos 381 quilômetros inaugurados pelo Presidente da República, mais de 70% foram pavimentados nos dois últimos anos. Nesse período, tanto o Ministro Andreazza como o engenheiro Eliseu Resende, Diretor-Geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, controlaram o andamento dos trabalhos em constantes viagens de inspeção. Desses contatos frequentes, ficou-lhes a impressão de que ali se realizou uma importante experiência de cooperação construtiva entre a iniciativa pública e as empresas privadas.
A equipe de alto nível técnico do 10° Distrito Rodoviário Federal contou com a colaboração das firmas Construtoras Indubrás, Consispa, Servienge, Empresa Construtora Brasil, Guaíba Obras Públicas, Companhia Construtora Brasileira de Estradas (CCBE), Sociedade Brasileira de Urbanismo (SB U) Construtora Azevedo Bastos e Castilho e Sotege. (Manchete n° 899)
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;
YYY Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY
https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos
Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989);
Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul;
Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);
Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS);
Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);


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