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Quem é Governo, Cara Pálida? - O Homem Medíocre José Ingenieros (1877-1925)


Quem é Governo, Cara Pálida? -  O Homem Medíocre José Ingenieros (1877-1925) - Gente de Opinião

Bagé, 23.04.2020

 

O Coronel de Engenharia Higino Veiga Macedo, meu Caro Amigo e Mentor (com letras maiúsculas mesmo), enviou-me um texto de sua autoria que faço questão de compartilhar com os eleitores.

 

Quem é Governo, Cara Pálida?

Por Higino Veiga Macedo (*)

 

O Homem Medíocre

José Ingenieros (1877-1925)

 

As supostas democracias de todos os tempos foram confabulações de profissionais para se aproveitarem das massas e excluírem os homens eminentes. Sempre foram mediocracias.

 

O mundo a partir de janeiro de 2020 está em CRISE. Vive uma guerra universal: todo o planeta contra o insidioso COVID-19. Um Worm, diria um informático, que “viralizou”, palavra da moda. Deveria ser COVID-19 para a China; para o ocidente, COVID-20.

 

Ele, vírus, experiente em combate de mutações, se espalha e se infiltra usando o próprio inimigo e elimina o Sapiens Sapiens, por sufoco. Um enforcamento caro em UTI. Combate corpo a corpo.

 

A população está ameaçada. Organizam-se planos de guerra. Os Países procuram o culpado. E, nesses Países, todos perguntam: o que o GOVERNO VAI FAZER?

 

Mas quem é o Governo, cara-pálida? Perguntaria Tonto, o fiel escudeiro do Zorro, aquele do gibi dos anos 1960.

 

Na Guerra, se usa as ferramentas administrativas da Paz e na Paz se usa as ferramentas da Guerra. Foi da guerra que as empresas copiaram os presidentes [e não os donos], os estafes, os departamentos, as gerencias e por aí afora.

 

As empresas estão estruturadas muito próximas às ad­ministrações dos Países. Ou seja: tem um Presidente, o chefe do “País Empresa”; tem os diferentes departamentos [com variados rótulos – presidência, assessor, diretor, etc.] com funções específicas: departamento administrativo, comercial, técnico, jurídico, etc. Em inglês é uma festa e os deixo abreviados: CEO, CFO, COO... Enfim, numa primeira linha, um preside; na linha abaixo, outros: administram pessoal, gerenciam as finanças, fabricam e vendem os produtos.

 

O fulcro a chegar é a resposta a ser dada ao Tonto: quem é o Governo, cara-pálida? Quem combaterá o inimigo mundial, o COVID-19. Por questão de comodidade, usarei de início o conceito PAÍS por ser bastante genérico.

 

O iluminismo convenceu a humanidade a se libertar das monarquias. Para isso, sugeriu “fatiar” na vertical o poder do rei em três: executivo, legislativo e judiciário; e também em três, na horizontal: federal, estadual e municipal. Sugeriu ainda a escolha do administrador, por diferentes correntes de ideias: “república,” como formato. Que a escolha fosse por todos os administrados: a democracia, como formato. Mas o país tem soberania, tem o “poder[imperium] que nesse formato República a sugestão iluminista é o Presidente com o Presidencialismo. O comando supremo [summum imperium] no País é do Presidente da República. O que nunca ficou bem definido, ao praticar o iluminismo, foi o poder vertical no País, ente abstrato, para que possa agir como ente concreto. Assim há “funções” que fazem o País “funcionar” com seus “funcionários”.

 

Na empresa, o Presidente, tem o poder de “imperium” que é indivisível. Fora isso, os demais executam diferentes tarefas com todo o poder que as especificidades lhes conce­dem em função do todo da empresa. Claro fica, então, que cada especificidade tem sua autoridade, na sua ação, mas não o poder de “imperium”. Daí, uma primeira linha - poder supremo – Presidente; uma segunda linha - poder adminis­trativo.

 

No País essa definição mal elaborada, do poder vertical, deveria estar timbrada nas Constituições, muito além de causa pétreas: talvez “férricas”. Detalhando mais o todo, esclareço o que seja País. Já dito, País é um ente bem genérico que contém a Nação [povo, língua, escrita e costumes] que é governado a partir de organização formal [arcabouço legal] e passa a ter “Status” reconhecido, como ente vivo. Passa a Estado, reconhecido pelos demais Estados. Portanto, a figura País foi desdobrada em dois entes: Nação e Estado.

 

O poder monárquico, repartido na vertical, em três partes iguais está na NAÇÃO ou está no ESTADO? A Nação trás a essência do povo. É na Nação que tem o DNA. O “summum imperium” é a representação da Soberania Nacio­nal. É o único sinal monárquico que ficou pós-sugestão iluminista. O Presidente da República está associado aos Símbolos Nacionais como ente vivo da Nação cujo imperium ostenta e representa.

 

Não é difícil concluir que o poder repartido em três partes está no poder do Estado. Não há como discordar. Ora se o Estado “funciona com funcionários” e para ter o “STATUS” comparável aos demais Estados há que ser organizado como o é a Empresa e para sua organização há que dispor de “arcabouço jurídico”, isto é, ser Estado de Direito.

 

Fácil é inferir que os três poderes repartidos pertencem ao Governo do Estado. Portanto, Governo do Estado não é só o Executivo. O Legislativo e o Judiciário também são responsáveis pelo combate ao COVID-19.

 

Assim, quem é o Governo do Estado? São os Três Poderes juntos, que fora único do rei e foi repartido na vertical. Não há como o Judiciário se omitir, ele é o Governo. Não há como o Legislativo se omitir: ele é o Governo. Quando negam ser, é porque se enquadram no título do livro de José Ingenieros – Homem Medíocre e porque Sempre foram mediocracias – poder dos medíocres.

 

  Quem é o Governo, cara pálida?

 

  Pele Vermelha, o governo é: o EXECUTIVO, o LEGISLATIVO e o JUDICIÁRIO, juntos. Quem combaterá, de frente, o terrível COVID-19? Eles.

 

E serão assim até que o próximo mandato presidencial os separem.

 

(*) Higino Veiga Macedo é Coronel da arma de Engenharia do Exército e já está na reserva.

 

  

Solicito Publicação

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista

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