Sábado, 2 de fevereiro de 2019 - 09h56

Tive a oportunidade, graças ao TC
Eng Vandir, Cmt do 6° BEC, de acompanhar de perto o excepcional trabalho do
Exército Brasileiro na “Operação Acolhida”
e conversar com seus participantes. O Excército atua desde a Construção dos
abrigos, cadastramento, alimentação atendimento médico... O “Blog do exército Brasileiro” (eblog.eb.mil.br)
publicou:
Operação Acolhida em Roraima: Ação de Solidariedade
Instrumento de ação do Estado
brasileiro, a Operação Acolhida destina-se a apoiar ‒ com pessoal, material e
instalações ‒ a montagem de estruturas e a organização das atividades
necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Tal
conjuntura é decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima,
provocado pela crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela.
Por meio da Medida Provisória [MP]
n° 820, de 15.02.2018, o Brasil instituiu o Comitê Federal de Assistência Emergencial,
que decreta emergência social e dispõe de medidas de assistência para acolhimento
a esse segmento-alvo. [...]
Nesse contexto, depois de
visualizado e demandado o emprego do Exército Brasileiro, o Comandante do
Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, no mesmo dia 15 de
fevereiro, nomeou o General de Divisão Eduardo Pazuello coordenador da
Força-Tarefa Logística Humanitária no Estado de Roraima. A designação foi
oficializada pela primeira resolução do Comitê, chancelada pelo Ministro da
Casa Civil em 21 de fevereiro.
A partir daí, o Comitê
identificou a necessidade de estabelecer, inicialmente, estruturas de
recebimento de pessoal, triagem e áreas de abrigo e acolhimento; e de reforçar
as estruturas de saúde, alimentação, recursos humanos e coordenação-geral das
operações. [...] Esta Ação não é exclusiva do Ministério da Defesa [MD],
considerando que este é um dos 12 ministérios componentes do Comitê
Interministerial. [...]
A Operação Acolhida é
oportunidade ímpar para que as Forças Armadas exercitem e demonstrem suas
capacidades logísticas, em um cenário interagências e com caráter humanitário.
Isso, por si só, ratifica o potencial do Brasil em empregar sua expressão
militar e, por que não, governamental, em problemáticas dessa natureza. Desse
modo, observou-se a capacidade da Força-Tarefa no Estado de Roraima em
aglutinar esforços e conduzir, em todos os níveis [político, estratégico,
operacional e tático], pessoas, autoridades, instituições, organismos
internacionais, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados [ACNUR],
as ONG de ajuda humanitária e os órgãos de segurança pública. Em tudo isso
prevaleceu um ambiente de cooperação, materializado em ações que melhoraram a
situação dos imigrantes desassistidos, com reflexos diretos no cotidiano de Boa
Vista e de Pacaraima. [...]
Quanto aos abrigos humanitários,
temporários ou de maior permanência, os ambientes possuem instalações
semipermanentes, como barracas coletivas e individuais, contêineres sanitários,
escritórios, depósitos e cobertura para áreas de convivência e alimentação.
Nesses locais, os imigrantes recebem a atualização da situação migratória; são
imunizados contra as doenças mais comuns e outras que têm surgido na área, como
o sarampo; são cadastrados para o trato humanitário pelo ACNUR e pelas ONG
parceiras; e recebem alimentação e visitas médicas diárias.
Os imigrantes têm três destinos:
absorção pelo mercado de trabalho local, interiorização no Brasil ou retorno ao
país de origem. Para a interiorização, o imigrante precisa estar em um abrigo
sob a administração de órgãos estatais, em conjunto com o ACNUR e as ONG
parceiras; estar com sua situação migratória regularizada; estar vacinado e
imunizado; ser voluntário ao processo e ter destino certo na localidade para
onde migrará. A interiorização está sob a responsabilidade de um subcomitê
específico, no qual a Casa Civil trabalha diretamente com a Organização
Internacional para as Migrações ‒ órgão da ONU com experiência mundial no
assessoramento a governos, no que tange à realocação geográfica de grandes
efetivos populacionais. As primeiras interiorzações ocorreram em 5 e 6 de
abril, com cerca de 250 imigrantes interiorizados para São Paulo [SP] e Cuiabá [MT].
A terceira interiorização ocorreu em 4 de maio, com cerca de 240 imigrantes
para Manaus [AM] e São Paulo [SP]. A Operação Acolhida tem duração prevista de
12 meses. Pretende-se que outros estados e municípios cooperem e realizem
adesão a esse esforço humanitário, necessário não só para retirar os
imigrantes da situação de vulnerabilidade, mas também para auxiliar o Estado de
Roraima a superar tamanho desafio social.
Como legado, a Operação é mais
uma referência da forma conjunta de atuação das Forças Armadas, em que cada
Força está adjudicando seus meios, em pessoal e material, para a correta
execução da missão, aproveitando-se daquilo que cada uma tem de capacidade,
vocação e dever.
No cumprimento das atividades de
comunicação social, foi possível exercitar a compreensão interna da Operação e
seus reflexos na mídia, além de poder contar com equipe de militares dedicados
e competentes da Marinha, do Exército e da Força Aérea.
Foi uma oportunidade de atestar a
crença em nossa capacidade, em nosso valor e no propósito maior de servir à
Nação.
Construção de Novos Abrigos
O 6° Batalhão de Engenharia de
Construção (6° BEC) contribuiu e contribui, de maneira decisiva, com a
Força-Tarefa Humanitária através de trabalhos de engenharia na construção dos
abrigos Rondon 1 e Rondon 2, localizados nas proximidades da base da Polícia
Federal, onde também está instalado um posto de identificação e triagem dos
imigrantes oriundos da Venezuela.
Galeria de Imagens
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