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Hiram Reis e Silva

A Terceira Margem – Parte CDXLVII - João Ribeiro da Silva Júnior (1875) Parte II


A Terceira Margem – Parte CDXLVII - João Ribeiro da Silva Júnior (1875) Parte II - Gente de Opinião

Bagé, 22.06.2022 


 

A região banhada pelo Rio Branco é uma das da Província que mais cuidados merecem do Governo, e promete recompensar com prodigalidade qualquer sacrifício que se faça em seu benefício.

 

O Rio Branco corre na maior parte em vastas campinas que se estendem pelos vales do Tacutu, Mau, Surumu, e Urariquera, prolongam-se por ambas as margens do Rio até a serra do Caraumá, e vão na direção de S. até as cabeceiras do Anauau.

 

Há fundadas presunções de que aqueles campos continuem até alguns confluentes do Amazonas prolongando-se por parte dos vales dos Rios Urubu e Uatumã, e em uma viagem que fizemos a serra do Parintins, entre informações que colhemos sobre os campos de Faro na Província do Pará.

 

Tivemos notícia de que eles não são mais do que o prolongamento daquelas vastas campinas que com maiores ou menores intervalos se sucedem até Macapá, na Boca do Amazonas.

 

Não deixa de ter fundamento ou pelo menos probabi­lidade aquela notícia; e para justificá-la aí estão as tentativas que se tem feito para procurar pelo Urubu e Uatumã abrir comunicações com os campos do Rio Branco, e as asserções de alguns exploradores de que nas vertentes daqueles confluentes acham-se extensas campinas próprias à criação.

 

Sendo assim pode-se estimar sem exageração que desde as regiões do Rio Branco até as vertentes do Nhamundá, limite da Província com o Pará há cerca de duas mil léguas quadradas de terrenos que se prestam a essa indústria.

 

Na última vez em que se computou com exatidão o gado existente no Rio Branco, foi o vacum avaliado em treze mil cabeças, e o cavalar em mil e duzentas.

 

A indústria da criação aí não tem progredido, e duas fazendas que o Estado possui só tem servido para ainda uma vez mostrar, que o Governo deve abster-se de entrar em concorrência com os particulares na direção de certas empresas, tanto mais quando não pode contar com a ação de funcionários mal retribuídos, cujo zelo não tem o menor incentivo, nem é estimulado pela perspectiva de qualquer recompensa.

 

As duas fazendas de propriedade do Estado se denominam de S. Bento e S. Marcos. A primeira ocupa toda a região superior da margem direita do Rio Branco e Urariquera, a segunda é fronteira a outra e abrange a superfície compreendida pelo Urariquera-Tacutu-Surumu e cordilheira Pacaraima. A superfície da primeira aproveitada pelo gado é proximamente de 44 léguas quadradas; a da segunda de 96 léguas. Do relatório que, em 1870, apresentou a assembleia provincial, o Sr. Wilkens de Mattos, se colhem os seguintes dados sobre o estado dessas fazendas.

 

A contagem feita, em 1869, na de S. Bento deu apenas 2.058 cabeças de gado vacum e 300 de cavalar; na de S. Marcos contou-se 4.800 da primeira espécie e 262 da última. A receita de ambas foi no mesmo ano de 4:281$880, e as despesas com o pessoal e material de 3:529$047. Tão triste e deplorável resultado é o que se deve realmente esperar da direção de um administrador que tem de ordenado 16$000 mensais, e do serviço de um capataz que ganha 15$000 e de vaqueiros que percebem 12$000!

 

E para darmos melhor ideia da maneira porque são administradas tais propriedades da Nação, transcreveremos aqui o que observou o Sr. Hoonholtz na sua viagem a cujas impressões já nos referimos:

 

Os currais e as palhoças [pois não há uma só casa] estão em completa ruína. Os vaqueiros pouco ou nada entendem do ofício, montam mal a cavalo, e não usam de arreios. As selas são pequenas cangalhas enervadas de couro cru, substância de que também são feitas as cilhas ([1]), loros ([2]), cabeçadas ([3]) e rédeas.

 

Não são conhecidos os estribos de metal; grosseiros ganchos de madeira substituem aquela parte importante dos arreios, e tudo o mais que tem relação com os pertences de montar, regula com o que vem de ser descrito; de sorte que o ofício de campeiro, sobre trazer dificuldades no exercício, é um verdadeiro martírio.

 

Uma ou duas vezes por mês, somente, é que saem ao campo, para tratar do gado, esses maus campeadores pouco conseguindo fazer, porquanto, além de não ser aquela a sua especialidade, eles tratam de despachar um serviço que lhes traz grandes incômodos.

 

O gado é dizimado pela “bicheira”, por não haver quem o cure de um tal mal, e mais ainda pelas onças, que levam o arrojo ao ponto de penetrarem os casebres dos vaqueiros, onde devoram os cães novos.

 

Junte-se a tudo isto, a falta de conhecimentos peculiares ao ofício de fazendeiro, conhecimentos de que, em geral, carecem as pessoas encarregadas da administração das fazendas, e conclua-se daí, o estado em que estão, e a que ficarão elas reduzidas daqui a pouco tempo. É tal a incúria, que se não encontra uma vaca para ordenhar.

 

A pesca e a caça são ocupações que não demandam grande sacrifício de cômodos, e daí, o desleixo e o abandono a que o pessoal das fazendas entrega-se a si, e os interesses nacionais.

 

Nas terras do Estado não há o menor trabalho de cultura, de modo que, a própria farinha que é base da alimentação, é obtida pelas malocas dos selvagens, muitas vezes situadas em pontos afastados, sendo por consequência, necessário fazer longas e incômodas viagens.

 

O gado, ultimamente, tem sido destruído por tal forma, o seu algarismo tem diminuído tanto, que nas duas fazendas, há apenas 5.000 cabeças de cria, sem um só boi, além dos que ali ainda estão, mas que pertencem a particulares que os arremataram na tesouraria de fazenda.

 

Enunciando com fraqueza nosso juízo sobre as Fazendas Nacionais do Rio Branco, diremos que o seu mau estado é devido às seguintes circunstâncias:

 

Falta de um administrador zeloso que proponha ao Governo o que é preciso para fazer desenvolver as suas propriedades, e que não se constitua em único e verdadeiro possuidor delas, locupletando-se a custa do Estado.

 

Falta de pessoal para rodear e tratar o gado espalhado por zona tão vasta. Destruição do gado pelas onças que infestam essas paragens, pelas enfermidades de que não são tratados, e pelos índios que deles se apossam.

 

Ajuntemos ainda a grande quantidade que necessa­riamente terá passado do domínio do Estado ao particular, sem a menor indenização para os cofres públicos, e nenhuma dúvida restará do destino que devem ter as Fazendas Nacionais. Não há uma só razão que justifique o receio que há de vender-se tais fazendas, e aconselhamos que o Governo com a brevidade possível o faça, pois é o primeiro passo para o desenvolvimento da indústria criadora.

 

Pelo lado econômico, o fato do Governo constituir-se empresário desta indústria, nem tem concorrido para abastecer de carne verde o mercado da capital, quanto mais o de toda a Província, que clama por esse principal gênero de alimentação, por outro lado, o Estado não tem tirado a menor vantagem da in­dústria, não lhe tem dado ao menos desenvolvi­mento, e tem obstado a que os particulares o façam, certamente com mais proveito. Com efeito, para dar-se toda a expansão possível às Fazendas Nacionais, proibiu-se que a criação dos particulares se estendesse pela margem direita do Rio Branco além do Cauamé, e pela esquerda até o Igarapé do Surrão, de forma que a indústria particular só dispõe de 6 léguas de campo em cada margem do Rio, e o seu desenvolvimento encontra as barreiras que o Estado levantou.

 

Pelo lado econômico, pois, há vantagens de conceder os territórios das Fazendas Nacionais aos credores que já existem nas suas circunvizinhanças, facilitando-lhes por essa forma a aquisição do terreno tão necessário a sua indústria.

 

Opinamos que não se vendam as duas fazendas jun­tamente, por que seria estabelecer o monopólio da criação, lançar essas cento e tantas léguas quadra­das na mão de um só indivíduo, e porque estamos convencidos que o Rio Branco precisa de pequenos criadores que vão aproveitando o gado existente, fazendo ele produzir quanto seja possível, e que não se embaracem dos pequenos lucros do presente, mas tenham em mira dar todo o desenvolvimento que a indústria criadora promete no futuro. Demais, para dar-se a conveniente direção à administração das Fazendas Nacionais, a primeira providência a to­mar-se é restringir os campos de criação, reduzindo-os a extensão precisa para o gado existente, portan­to, ainda quando o Governo resolva-se a vender a um só criador todo o gado, deve limitar o terreno ao necessário para a criação, e reservar o restante para as concessões posteriores.

 

Entendemos que na venda das fazendas do Rio Branco, deve o gado vacum ser vendido aos lotes de 500 cabeças, só permitindo que um mesmo arrematante compre mais de um lote, quando não haja competidor. A concessão dos campos opinamos que seja feita a partir do curso inferior do Rio Branco, nos limites das Fazendas Nacionais, depois pelos 2 confluentes que o formam ‒ o Tacutu e Urariquera, e daí pelos seus afluentes, seguindo elas sempre do curso inferior dos Rios para o superior, e jamais avançando por cada tributário mais do que tenham-se adiantado no Rio principal, além da Foz do mesmo tributário.

 

As concessões devem ser feitas de uma légua quadrada, porém convém que nas demarcações se fixe que cada uma tenha segundo a margem do Rio proximamente metade do que na perpendicular a ela, como por exemplo 2.000 braças sobre 4.500.

 

Isto observado e do mesmo modo determinado curtos prazos para os concessionários demarcarem convenientemente suas concessões muito terá lucrado aquela parte do Rio Negro, evitando-se assim as complicações que tem havido no vale do Madeira, ocasionadas pela facilidade com que foram ali feitas as concessões de terra e dado o longo prazo de dez anos para, dentro do qual, serem feitas as demarcações.

 

O resultado dessas concessões foi que cada concessionário das terras do vale do Madeira fez-se senhor não da porção que lhe competia, a vista do termo de obrigação que tinha assinado perante o Governo da Província, mas do quádruplo dela de conformidade com os limites descritos no referido termo, devido isto a completa falta de conhecimento que desses lugares tinha o Governo.

 

E assim, até 25.03.1870, o número das concessões de terras feitas naquele vale subia a 63 e todas elas nas mesmas condições acima descritas e até hoje sem que tenha sido uma só demarcada apesar de existir ali uma Comissão de Engenheiros para esse fim. Se pelo lado econômico há sobejas razões que aconselhem a venda das Fazendas Nacionais, nenhum peso merecem as razões de conveniência política que alguns alegam para que elas continuem no domínio do Estado.

 

O domínio nosso até aqueles extremos não é prejudi­cado, nem mais dificilmente mantido, por ser aquela zona posse de particulares, e pelo contrário a pros­peridade que a iniciativa particular pode imprimir àqueles estabelecimentos, hoje em decadência, os benefícios que os fazendeiros poderão trazer a tais propriedades, a ocupação permanente delas, são tí­tulos irrecusáveis do nosso direito àqueles territórios.

 

Mas em todo o caso, aceita a nossa proposta da venda só começar dos terrenos da parte inferior do Rio Branco e seus confluentes, para as suas vertentes, o Governo pode reservar para o seu domínio a zona conveniente e próxima as fronteiras. Quanto à polícia e segurança dos nossos limites, é evidente que não são prejudicados pela propriedade particular, nem a ocupação permanente pelo Governo da zona superior a confluência do Tacutu e Urariquera, resolve a questão de fiscalização das nossas relações por aqueles extremos.

 

Todas as providencias, todos os pontos que o Gover­no entender necessários para esse fim, podem ser estabelecidos independente da posse dos particu­lares. Só uma questão atualmente implicaria com tais concessões, é a determinação definitiva dos nos­sos limites com as possessões inglesas, mas enquan­to o Governo não consegue fixar essa linha, não pode fazer concessões além dos territórios declara­dos neutros, conforme o capítulo seguinte deste trabalho.

 

O Rio Branco não é só importante pelo caminho que abre para as possessões inglesas que nos são limítrofes, e pelo papel que está destinado a representar na indústria criadora da Província e na dos produtos que dela se tira, as suas terras são também muito apropriadas à cultura da cana, algodão, milho e outras espécies, e em algumas das suas serras a plantação do café encontra vantajosas condições para oferecer muito bons frutos. Entretanto, com dificuldade ali se obtém cereais, e a guarnição do Forte de S. Joaquim anda de palhoça em palhoça, dos índios a procura de um punhado de farinha que lhes mate a fome! Não é que o solo seja ingrato ao trabalho humano, porém é que o homem é rebelde à lei do trabalho.

 

Não criminemos, porém, o pobre Soldado que atirado no Forte de S. Joaquim, só almeja o dia em que voltará ao seio da família, ele não tem interesse em cultivar este solo que amanhã abandonará por ordem superior, e contenta-se com a libra de carne que o Estado lhe fornece. Não criminemos o índio bruto e indolente que não conhece as necessidades da vida, que se satisfaz com estreito horizonte em que viu a luz do dia.

 

A, administração pública é que deve-se pedir contas do fim que tiveram as povoações de Poiares, São João do Mabé, Nossa Senhora do Loreto, S. Miguel do Iparana, Senhora de Nazaré do Cariana, Lamalonga, Santa Isabel, Santa Bárbara, Nossa Senhora do Carmo e outras, fundadas pelos portugueses e nas mãos destes florescentes e hoje riscadas das cartas da Província.

 

Que medidas tem o Governo adotado para promover a imigração para aquela região, para chamar a civili­zação os índios que a habitam, qual a Colônia que o Estado aí fundou para povoar aquelas campinas, aquelas serras de clima benigno, que fizeram os antigos aí sonhar a “Laguna Dorada”, e “El Dorado”, em cuja procura tanto se esforçaram os espanhóis?

 

Tem-se contentado em degradar no Forte seis ou oito praças, entregar o seu comando a oficiais que vivem à custa dos pobres Soldados, constituiu-se monopolista da indústria da criação, e quando se aponta o mal que resulta de continuar a ser criador e marchante, vacila ante receios e considerações de nenhum valor. Diga-se a verdade, francamente, feia e descarnada como ela é, isso é o que aproveita aos governos e aos estados, porque faz conhecer as chagas que vão se alastrando pelo País, e da ocasião a que se lhes vá aplicando o conveniente remédio.

 

Quem percorre estas regiões do Amazonas, por toda a parte cortadas de vias que em oito ou quinze dias, no máximo, podem transportar ao Oceano os produtos do solo que fica a 500 léguas do litoral, quem vê a força da produção da pequena cultura que se desenvolve em alguns lugares, não pode deixar de lastimar o abandono em que estão as forças produtoras da Província, e de pedir aos poderes do estado que ponham uma pequena parte das rendas públicas a juros nestas regiões.

 

Das centenas de contos que o orçamento do Império fixa para colonização, distribua-se ao Amazonas uma quantia suficiente e correspondente aos recursos que a Província encerra.

 

A povoação das zonas limítrofes do Império deve atrair a atenção do Governo; será a primeira medida para fixar o nosso domínio, será a principal condição para nossa segurança. [...] (JÚNIOR)

 

 

Bibliografia

 

JÚNIOR, João Ribeiro da Silva. Melhoramentos do Amazonas – Brasil – Manaus, AM – Tipografia do Comércio do Amazonas, 1875.

 


 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

·      Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)

·      Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

·      Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

·      Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

·      Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)

·      Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

·      Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

·      Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

·      Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)

·      Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);

·      Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)

·      Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

·      Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).

·      E-mail: [email protected].



[1]   Cilha: cincha com que se apertam os arreios.

[2]   Loro: correia dupla, por meio da qual se suspende o estribo do selim.

[3]   Cabeçada: aparelho que cinge a cabeça e o focinho das cavalgaduras.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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