Porto Velho (RO) quarta-feira, 14 de novembro de 2018
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Gente de Opinião

Henrique Nascimento

(Só) A cor do dinheiro, não basta!



O segundo texto com que iniciei minha despretensiosa colaboração neste espaço  recebeu o título de um filme:  "A cor do dinheiro".  Paul Newman foi  o vencedor do Oscar de melhor ator desse filme, do ano de 1986, que trás também  Tom Cruise, etc,  sob a direção de Martin Scorsese. 

Título e filme compõem trama bem urdida e (mal)sucedida, vale dizer: para o que ainda possa significar de os chamados "bons costumes"  para os padrões da época, como vistos nos dias presentes, passados e vindouros bem ou mal a se reproduzirem na sociedade brasileira  contemporânea. A despeito de ter contado com a ajuda de muitos bons truques utilizados no enredo do mencionado filme, continuação de um outro,  cujo título é altamente  sugestivo e sempre atual: "Desafio à corrupção", que foi lançado em 1961, e também estrelado por Paul Newman. 

Daí que fiz uma paráfrase correlacionando um dos personagens, o interpretado por Paul Newman, com o então à época deputado Roberto Jefferson, por sua decisiva atuação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Foi, não resta a menor dúvida,  por sua atitude corajosa, leal e desassombrada como demonstrou na  CPMI dos Correios, recheada de lances exibicionistas e de quase pugilato por parte de obtusos deputados, quais semelhantes lances cinematográficos melodramáticos vistos na telinha, cujo vulto político e histórico ainda se há de reconhecer na brilhante atuação do ex-deputado Jefferson, pelo arqueólogo do futuro da crônica política desse inescapável  chamado "país do futuro",  quando realizou verdadeira catarse política dos seus feitos republicanos e não republicanos. Ele, grande ilustre figura política, que sempre pertenceu durante 23 anos a um único e mesmo partido -  o PTB.

Porquanto, jamais se pode esquecer, foi por  sua coragem, seu espírito público e sua inquestionável competência  que   o bravo e destemido  homem público, respeitável advogado criminal e presidente nacional do PTB, desmascarou os próceres do lulo-petismo e quejandos. Aqueles mesmos que  estiveram envolvidos nos escândalos que foram amplamente pronunciados/denunciados à nação brasileira, e noticiados a mancheia na mídia.

O leitor interessado tem agora a imperdível  oportunidade de saber mais e melhor o que se passou, cronologicamente, durante aquela  CPMI, etc, etc, lendo o livro "Nervos de Aço - um retrato da política e dos políticos do Brasil", recentemente lançado pela Topbooks Editora, 375 páginas, R$ 40,00,  que trás o depoimento do advogado Roberto Jefferson ao jornalista  Luciano Trigo.

Já lido e anotado (desde o dia 28/9), no depoimento são  reveladas  grandes novidades, a exemplo desta que foi pinçada do livro e publicada para os leitores da Folha, (23/9/2006), informando  que o ex-deputado Jefferson "contou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o PT e o PTB tinham acertado partilhar R$ 3 milhões arrecadados de empresas prestadoras de serviço à estatal Furnas Centrais Elétricas".

Já prefiro, no varejo, a  estas duas que citarei os nomes e as páginas para que o leitor possa saber mais sobre estes dois parlamentares: sen. Eduardo Suplicy (página 46) –  com comentário do autor e ao que me consta não contestado até esta data;  e dep. Roberto Freire (página 153) – com transcrição ipsis verbis  do saudoso ex-governador Leonel Brizola. É, simplesmente: surpreendente!

O título acima refere-se à dinheirama (R$1.700.000,00) do dossiêgate, querendo lembrar e chamar a atenção de que não basta só a cor do dinheiro, como tem sido mostrado na mídia.  Interessa saber mesmo é a sua origem.

É isto.

Fonte: h.nascimentomed@uol.com.br

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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