Terça-feira, 12 de novembro de 2019 - 14h18

Tudo
passa e um dia o governo Bolsonaro também passará, não importa como cada polo
tente defini-lo. Mas será impossível não reconhecer que nunca antes na história
deste país a Amazônia foi tão debatida, amada e defendida.
Antes,
máquinas criminosas de destruição agiam acobertadas pelo silêncio criado pela
conciliação entre lideranças políticas trabalhistas e liberais. Os desafios
urbanos dominavam a cena e os problemas florestais eram jogados debaixo do
tapete do PIB aquecido com madeira, hidrelétricas e minérios.
O
debate forte começou quando os produtores de alimentos passaram de invisíveis a
jogadores. Havia a lenda de que a soja nunca daria certo na Amazônia e a carne
sintética inundaria o mercado. A realidade, como se viu, é bem outra. No
momento, o nó do debate está no quanto mais poderá render a alternativa aos
mecanismos de riqueza que hoje impactam o meio ambiente.
Enquanto
98% das receitas vierem da corrente agropecuária-mineração-madeira o calor do
debate continuará incendiando o país e assustando o mundo. Só quando
cientistas, financistas e os caras mais espertos da sala apontarem caminhos
mais rentáveis o debate esfriará. A destruição declinará porque os destruidores
vão preferir ganhar mais não destruindo. Até lá, o crime organizado mantém a necessidade
de mais Estado para combatê-lo, proteger o futuro, defender a nação, suas
gentes e patrimônio.
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Só promessas
Cinco
anos depois do baita desastre ambiental, com a cheia no século no Rio Madeira,
o compromisso da construção da Nova São Carlos e da Nova Calama, além da
implantação de barreiras de contenção as margens do rio no perimetro urbano em
Porto Velho, só ficaram no papel como em tantos outros desastres ambientais no
País, como ocorridos no RJ, ES, PR e SC.
Pagando o pato
Quem
pagou o pato com a enchente histórica foi o então prefeito Mauro Nazif (PSB),
que com reduzida ajuda estadual e nadica de nada da esfera federal se obrigou a
disponibilizar recursos municipais para recuperar a cidade prejudicando outras
demandas. Alías, Nazif que já no primeiro dia de gestão herdou manifestações
dos chacareiros, foi sabotado com um apagão pelos petistas em todo sistema de
computação, atrasando a reorganização da municipalidade.
As fronteiras
Ainda,
ontem, terça-feira, as fronteiras bolivianas com o Brasil continuavam fechadas,
mas já permitindo o acesso a pé pelas pontes dos centenas de academicos de medicina brasileiros. A
situação aos poucos vai se normalizando, mas ainda com alguns confrontos dentro
do contexto de polarização no vizinho País, já com o presidente que renunciou
Evo Morales recebendo asilo político no México.
Pacto federativo
Na revisão
das contas das entidades municipalistas, cerca de 870 municípios poderão desaparecer
com o Pacto Federativo anunciado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e do
seu ministro da economia Paulo Guedes. A mobilização dos prefeitos e vereadores
atingidos já começou e se fala de uma marcha a Brasília para sensibilizar
deputados federais e senadores. O ano que vem é de eleição, sabe como é?
O desmatamento
Fim
das queimadas na amazônia, mas já começa novo ciclo do desmatamento na região
Norte. As primeiras estimativas dão conta de um aumento de mais de 5 por cento
com relação ao ano passado. No próximo verão, este percentual poderá ampliar
proporcionalmente o fogaréo que em 2019 foi de lascar. Que as brigadas de
combate aos incêndios florestais vão se preparando desde já.
Via Direta
***Em
Rondõnia, Acre e Mato Grosso as CPIs contra a Ennergisa até agora não apresentaram
resultados concretos para baixar a tarifa de energia *** Pelo contrário, a
tarifa em novembro aumentou com os critérios adotados pela ANEEL *** O ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires
(PSB) ainda não decidiu quem vai apoiar na sucessão de Marcito Pinto (PDT) ***
Propala-se nos bastidores que ele estuda lançar sua esposa Liliam, mas por
enquanto só se trata de especulação ***
Os primeiros indicativos demonstram que a maioria dos municípios rondonienses
sofre com esvaziamento populacional nos últimos dois anos ***Já, Porto Velho,
mesmo com o fim do ciclo das usinas continua inchando e o resultado é um
colapso nas demandas sociais, como saúde, educação, segurança, mobilidade
urbana *** O comércio da capital esta em
peparativos para o anunciado Black Friday no dia 29 *** Algumas lojas já
estão antecipando promoções para melhorar o faturamento.
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