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Carlos Sperança

Tudo se negocia, uma tradição, mais aprovados e pastores na peleja


Tudo se negocia, uma tradição, mais aprovados e pastores na peleja - Gente de Opinião

Tudo se negocia

“Soberania”, a palavra da moda, também está associada a um projeto já antigo do senador acreano Sérgio Petecão que propõe abrir o espaço aéreo da Amazônia Legal para empresas aéreas estrangeiras. À simples menção da palavra “estrangeiro” há quem logo pense que o único objetivo de outros países é quebrar a soberania brasileira corrompendo e trapaceando, e isso de fato ocorre onde há uma ditadura que escolhe a quem vender o país.

No caso do projeto em questão é difícil ver a soberania prejudicada pela alteração do Código Brasileiro de Aeronáutica permitindo que companhias internacionais (especialmente as sul-americanas) possam realizar voos domésticos (cabotagem) na região Norte, desde que as rotas tenham origem ou destino na Amazônia Legal. No mais, a soberania das demais nações, ávidas por inovações e modernização, é um flanco aberto via negociações. Especialmente quando satélites se espalham pelos céus mirando os mais diversos interesses, como a identificação de áreas contendo riquezas. O sensoriamento remoto cada vez mais aprimorado pode, por exemplo, detectar sinais geológicos da presença de minérios em qualquer região e muito mais.

A soberania deve ser assegurada por leis federais, pois ainda existem ameaças e pressões estrangeiras que devem ser repudiadas. O que o país precisa é escolher parcerias vantajosas. “Soberania” é um conceito bonito demais para dar prejuízo.

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Uma tradição

Embora um estado novo, Rondônia tem a tradição de eleger bons prefeitos a cargos expressivos, como nas cadeiras ao Senado e até ao governo de Rondônia. Valdir Raupp (Rolim de Moura), Joé Bianco (Ji-Paraná), Ivo Cassol (Rolim de Moura) e Confúcio Moura (Ariquemes) foram grandes prefeitos, com ampla aprovação popular antes de conquistarem o governo estadual. Igualmente teve grande performance municipalista Ernandes Amorim (Ariquemes) que se elegeu ao Senado. Mas bons prefeitos também não conseguiram a proeza de chegar ao Senado e ao CPA. Foram os casos de Chiquilito Erse (em Porto Velho) e Melki Donadon (Vilhena).

Mais aprovados

Nas eleições 2026 ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual estão os dois prefeitos com as melhores taxas de aprovação, eleitos e reeleitos pelas suas comunidades. São Adailton Fúria (PSD-Cacoal) e Hildon Chaves (União Brasil- Porto Velho). Com isto estão liderando a corrida sucessória nas suas regiões, casos de Fúria na Região do Café, polarizada por Cacoal e Porto Velho, o maior colégio eleitoral do estado, onde Chaves tem larga vantagem sobe os oponentes. Se a tradição de eleger prefeitos bons de serviço for adiante, um deles pode governar o estado nos próximos quatro anos.

Na dianteira

Com a campanha eleitoral ainda morna e à espera das convenções partidárias de julho, os postulantes ao governo estadual se viram como podem, participando de eventos políticos, como a marcha dos vereadores em Cacoal e de feiras exposições agropecuárias que dão visibilidade aos políticos. Nesta “janela” de campanha, com a Copa do Mundo as atividades dos políticos vão se reduzindo com os governadoraveis se preocupando em fechar suas nominatas de candidatos a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. Partidos da direita tem as melhores chapas, como o PL de Marcos Rogério. A esquerda se fragmentou muito e terá dificuldades de eleger representantes para o pleito 2026. No entanto o PT tem uma chapa forte a Assembleia Legislativa.

Pastores na peleja

Impressiona o número de pastores evangélicos disputando cargos a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. Mas a peleja que mais chama atenção é um confronto de pastores buscando cadeiras a Câmara dos Deputados. De um lado, o pastor Sebastião Valadares, que já foi suplente de senador e tendo excelente votação anterior a Câmara Federal. De outro lado, o pastor Evanildo, que é vereador em Porto Velho e pai do deputado estadual Marcelo Cruz, ex-presidente da Assembleia Legislativa. Com o eleitorado evangélico crescente, pelo menos um deve faturar uma cadeira na esfera federal.

A antecipação

Temos uma clara antecipação da campanha eleitoral em Rondônia, mesmo antes das convenções partidárias que serão realizadas em julho para a homologação das candidaturas ao governo do estado, senado, a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O Ministério Público Eleitoral após investigações na Rondônia Rural Show levou ao Tribunal Regional Eleitoral denúncias envolvendo pelo menos 13 representantes antecipando campanha eleitoral passíveis de punição em vista da comprovação de ilicitudes. Outras feiras exposições em andamento também serão acompanhadas pelo MP.

Via Direta

*** O líder do governo na Assembleia Legislativa de Rondônia Jean de Oliveira (PRD) obteve perante as autoridades estaduais a recuperação da RO 481, ligando Nova Brasilândia a São Miguel do Guaporé *** Jean enfatizou a importância desta estrada para a classe produtora da região *** As pesquisas eleitorais estão sendo alvo de ações na justiça em todo o País. Até na esfera das eleições presidenciais existem medidas neste sentido. Ninguém confia em ninguém e a temporada é de pesquisadores espertalhões para faturar uns trocados *** E os políticos também querendo faturar em cima da Copa do Mundo. Será que conseguem?  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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