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Carlos Sperança

Reforçar a soberania, posição de Léo Moraes e Expedito Neto está perdendo terreno na disputa pelo governo de Rondônia


Reforçar a soberania, posição de Léo Moraes e Expedito Neto está perdendo terreno na disputa pelo governo de Rondônia - Gente de Opinião

Reforçar a soberania

A palavra “soberania” enche a boca de quem a pronuncia. É um valor tão importante que confere honra a quem a pronuncia, pois denota patriotismo e respeito aos valores fundamentais da nação. No entanto, pronunciá-la desmoraliza o falante quando faz acordos e bajula líderes de grandes potências. O velho nacionalismo orgulhoso de se enrolar em bandeira nacional cai no ridículo quando não percebe os líderes brasileiros se humilhando diante de outras nações e seus líderes.

Há pouco, na Operação Ágata Amazônia, promovida pelo Ministério da Defesa, observou-se a mobilização de mais de 1.600 militares em áreas estratégicas, basicamente as de fronteira. Como as operações anteriores do gênero, os objetivos anunciados também encheram a boca de quem os anunciou: intensificar ações em desenvolvimento para reforçar a soberania, combater o crime e levar a cidadania a regiões remotas.

No quesito soberania, o esforço dos militares que se embrenharam na floresta, os dias transcorridos para atender ao cronograma estabelecido e as melhores intenções orientadoras da operação se perdem quando os políticos patrioteiros se ajoelham diante de líderes estrangeiros e ignoram a constelação de satélites que percorrem o espaço vigiando cada metro do território nacional. A velha soberania morreu e os discursos políticos “patrióticos” não passam pelo teste da credibilidade.

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Posição de Moraes

Eu fico me perguntando como ficará a situação do prefeito de Porto Velho Leo Moraes (Podemos) depois das eleições de outubro. Se o senador Marcos Rogério (PL) galgar o Palácio Rio Madeira, terá um aliado na sua administração, mas poderá ser obrigado a abdicar da disputa do governo estadual daqui a quatro anos. Na hipótese do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves levar a melhor no pleito, poderá contar com um adversário no governo estadual. Mas na derrota de Hildon, Leo terá pela frente um poderoso predador ao seu projeto de reeleição. O ex-tucano pode perder a eleição no estado, mas na capital ele é soberano Um duelo de titãs, por conseguinte, será previsível em 2028.

Poderosas alianças

O senador Marcos Rogério (PL), com alta cotação para substituir o governador Marcos Rocha a partir das eleições de outubro monta uma poderosa aliança para levar a melhor no pleito que se aproxima. Não está dormindo de touca e mesmo com o apoio do mito Jair Bolsonaro, nome relevante num estado conservador, seu jogo de estratégia une um candidato a governador da região central, que é ele com base eleitoral em Ji-Paraná, um vice do Vale do Jamari, com base em Ariquemes, que é o deputado Rodrigo Camargo, da extrema direita, e o apoio do prefeito de Porto Velho Leo Moraes, na capital, o principal reduto eleitoral do estado.    

Espichando o bico

Nos bastidores políticos o que circula é que o pré-candidato do PT Expedito Neto está perdendo terreno na disputa pelo governo de Rondônia. Por um motivo ou pelo outro não se vê o representante petista no trecho e na capital, principal reduto eleitoral do estado, está quase invisível. Será que o PT estadual com o PT nacional já pensa na substituição do seu candidato? Sabe-se que petistas tradicionais não engoliram esta candidatura goela abaixo, mesmo porque é filho do coordenador da campanha de Adailton Fúria, Expedito Junior. Alguns setores petistas apostam na substituição de Neto sob o compromisso de apoio a uma candidatura a Câmara dos Deputados. Será verdade, ou mais uma intriga dos adversários?

Pau no Fúria!

Andaram plantando fakes contra o governadoravel Adailton Fúria (PSD) durante a semana o que mostra que o postulante chapa branca começa sua decolagem, já que em política não se chuta cachorro morto, tampouco se acende vela para defunto ruim. A grande verdade é que Fúria disputa ombro a ombro uma vaga no segundo turno com o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, já que a primeira vaga num previsível segundo turno não se discute mais, estará nas mãos do senador bolsonarista Marcos Rogério. Fúria vem para as convenções de julho com uma penca de partidos de apoio e com a máquina estadual atuando para valer. O vice Everton Leoni trabalha bem na capital e o ex-governador Ivo Cassol está se alinhando na sua campanha.

A interiorização

Por seu turno, o outro candidato de ponteira para as eleições 2026, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e ex-presidente da Associação Rondoniense de Municípios-AROM dá andamento ao projeto de interiorização do seu nome. Seu comando de campanha considera esta medida essencial para chegar nas eleições de outubro em condições de conquistar uma vaga no segundo turno do pleito. Chaves investe muito na região do café, casa do candidato Adailton Fúria. Lá ele tem seu vice Cirone Deiró. Reduzir a vantagem de Fúria no seu próprio quintal é essencial para ser bem-sucedido na sua empreitada.

Via Direta

*** A direita vai levando vantagem no Sul do País, com o favoritismo dos candidatos Sergio Moro ao governo do Paraná, Jorginho em Santa Catarina, mas em desvantagem no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola (PDT) *** O que dói mais aos petistas e a esquerda é Sergio Moro, se dando bem. É considerado o inimigo público número 1 dos petistas *** Para compensar as más projeções no Sul do País, Lula respira bem no Nordeste. Mas em alguns estados com candidatos a governadores de peso apoiando o bolsonarismo. Casos do Ceará com Ciro Gomes e na Bahia com ACM Neto *** No Rio de Janeiro, Lula comemora a boa dobradinha com o ex-prefeito Eduardo Paes.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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