Quinta-feira, 11 de junho de 2026 - 07h30

A
palavra “soberania” enche a boca de quem a pronuncia. É um valor tão importante
que confere honra a quem a pronuncia, pois denota patriotismo e respeito aos
valores fundamentais da nação. No entanto, pronunciá-la desmoraliza o falante
quando faz acordos e bajula líderes de grandes potências. O velho nacionalismo
orgulhoso de se enrolar em bandeira nacional cai no ridículo quando não percebe
os líderes brasileiros se humilhando diante de outras nações e seus líderes.
Há
pouco, na Operação Ágata Amazônia, promovida pelo Ministério da Defesa, observou-se
a mobilização de mais de 1.600 militares em áreas estratégicas, basicamente as
de fronteira. Como as operações anteriores do gênero, os objetivos anunciados
também encheram a boca de quem os anunciou: intensificar ações em
desenvolvimento para reforçar a soberania, combater o crime e levar a cidadania
a regiões remotas.
No
quesito soberania, o esforço dos militares que se embrenharam na floresta, os
dias transcorridos para atender ao cronograma estabelecido e as melhores
intenções orientadoras da operação se perdem quando os políticos patrioteiros se
ajoelham diante de líderes estrangeiros e ignoram a constelação de satélites
que percorrem o espaço vigiando cada metro do território nacional. A velha
soberania morreu e os discursos políticos “patrióticos” não passam pelo teste
da credibilidade.
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Posição de Moraes
Eu
fico me perguntando como ficará a situação do prefeito de Porto Velho Leo Moraes
(Podemos) depois das eleições de outubro. Se o senador Marcos Rogério (PL)
galgar o Palácio Rio Madeira, terá um aliado na sua administração, mas poderá
ser obrigado a abdicar da disputa do governo estadual daqui a quatro anos. Na
hipótese do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves levar a melhor no pleito,
poderá contar com um adversário no governo estadual. Mas na derrota de Hildon,
Leo terá pela frente um poderoso predador ao seu projeto de reeleição. O
ex-tucano pode perder a eleição no estado, mas na capital ele é soberano Um
duelo de titãs, por conseguinte, será previsível em 2028.
Poderosas alianças
O senador Marcos Rogério (PL), com alta cotação para substituir
o governador Marcos Rocha a partir das eleições de outubro monta uma poderosa
aliança para levar a melhor no pleito que se aproxima. Não está dormindo de
touca e mesmo com o apoio do mito Jair Bolsonaro, nome relevante num estado
conservador, seu jogo de estratégia une um candidato a governador da região central,
que é ele com base eleitoral em Ji-Paraná, um vice do Vale do Jamari, com base
em Ariquemes, que é o deputado Rodrigo Camargo, da extrema direita, e o apoio
do prefeito de Porto Velho Leo Moraes, na capital, o principal reduto eleitoral
do estado.
Espichando o bico
Nos
bastidores políticos o que circula é que o pré-candidato do PT Expedito Neto
está perdendo terreno na disputa pelo governo de Rondônia. Por um motivo ou
pelo outro não se vê o representante petista no trecho e na capital, principal reduto
eleitoral do estado, está quase invisível. Será que o PT estadual com o PT
nacional já pensa na substituição do seu candidato? Sabe-se que petistas
tradicionais não engoliram esta candidatura goela abaixo, mesmo porque é filho
do coordenador da campanha de Adailton Fúria, Expedito Junior. Alguns setores petistas
apostam na substituição de Neto sob o compromisso de apoio a uma candidatura a
Câmara dos Deputados. Será verdade, ou mais uma intriga dos adversários?
Pau no Fúria!
Andaram
plantando fakes contra o governadoravel Adailton Fúria (PSD) durante a semana o
que mostra que o postulante chapa branca começa sua decolagem, já que em política
não se chuta cachorro morto, tampouco se acende vela para defunto ruim. A
grande verdade é que Fúria disputa ombro a ombro uma vaga no segundo turno com
o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, já que a primeira vaga num previsível
segundo turno não se discute mais, estará nas mãos do senador bolsonarista
Marcos Rogério. Fúria vem para as convenções de julho com uma penca de partidos
de apoio e com a máquina estadual atuando para valer. O vice Everton Leoni
trabalha bem na capital e o ex-governador Ivo Cassol está se alinhando na sua
campanha.
A interiorização
Por
seu turno, o outro candidato de ponteira para as eleições 2026, o ex-prefeito
de Porto Velho Hildon Chaves e ex-presidente da Associação Rondoniense de Municípios-AROM
dá andamento ao projeto de interiorização do seu nome. Seu comando de campanha
considera esta medida essencial para chegar nas eleições de outubro em condições
de conquistar uma vaga no segundo turno do pleito. Chaves investe muito na região
do café, casa do candidato Adailton Fúria. Lá ele tem seu vice Cirone Deiró.
Reduzir a vantagem de Fúria no seu próprio quintal é essencial para ser bem-sucedido
na sua empreitada.
Via Direta
*** A direita vai levando vantagem no
Sul do País, com o favoritismo dos candidatos Sergio Moro ao governo do Paraná,
Jorginho em Santa Catarina, mas em desvantagem no Rio Grande do Sul, com
Juliana Brizola (PDT) *** O que dói mais aos petistas e a esquerda é Sergio Moro,
se dando bem. É considerado o inimigo público número 1 dos petistas *** Para compensar as más projeções no Sul do
País, Lula respira bem no Nordeste. Mas em alguns estados com candidatos a governadores
de peso apoiando o bolsonarismo. Casos do Ceará com Ciro Gomes e na Bahia com
ACM Neto *** No Rio de Janeiro, Lula comemora a boa dobradinha com o
ex-prefeito Eduardo Paes.
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