Segunda-feira, 3 de agosto de 2020 - 10h04

Desde
a reciclagem da “velha política” e a volta do Centrão como protagonista das
ações republicanas, o governo aumentou suas chances de aprovar reformas menos
desidratadas. Com a posse do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, parou
de haver uma briga por dia no Palácio do Planalto e uma crise por semana no
país. Tais mudanças foram causadas pelo alarde mundial em torno da devastação
da Amazônia.
Os
principais próceres do governo já tentam mudar os discursos. Antes negavam
desmatamento e queimadas e agora só negam que sejam tão grandes quanto se diz. Como
a dor ensina a gemer, se mantivessem os velhos discursos veriam os investidores
fugindo de vez, clientes cancelando compras de nossos produtos e acordos
internacionais vantajosos anulados.
As
novas disposições, de conciliação e reconhecimento dos erros cometidos pelos
governos anteriores e atual, já começam a funcionar. Investimentos antes
travados começam a fluir e melhora a disposição de interesses externos em
apostar no Brasil. Dará certo, desde que não se retome o cínico hábito da velha
política de mudar o discurso mas não a prática.
Clientes
e investidores podem até não saber a verdade sobre a Amazônia – aliás, há muitas
verdades amargas e doloridas –, mas são bem-informados sobre o que acontecerá
com ela se o discurso for de bombeiro mas a prática seguir incendiária.
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Onda eleitoral
No
rastro do presidente Bolsonaro, general Mourão e dos militares que assumiram o
poder em Brasília, vitoriosos no pleito de 2018, temos uma verdadeira onda de
milicos disputando as eleições municipais em Rondônia, seja aos cargos de prefeitos
ou de vereadores. Inspirados também nos sucessos locais do sargento Eyder
Brasil, que se elegeu deputado estadual e Crisóstomo eleito deputado federal,
“os milicos” se lançam nas disputas na temporada 2020.
Haja militares!
O
ex-comandante da Policia Militar de Rondônia, coronel Ronaldo Flores foi
confirmado pelo ex-governador Daniel Pereira, o Pereirinha, como provável candidato
a Prefeitura de Porto Velho pelo Solidariedade. Trata-se de um nome novo na política
que pode surfar na onda militarista que se iniciou com a eleição do capitão Bolsonaro
a presidência da república. Se o deputado federal Crisóstomo também confirmar
sua intenção de entrar na briga, teremos dois coronéis na peleja e mais um sargento,
o deputado Eyder Brasil.
Boa largada
O
ex-deputado federal Lindomar Garçom (Republicanos), que já protagonizou duas
disputas a prefeitura de Porto Velho, sucumbindo no segundo turno, intensifica
os contatos visando uma nova peleja ao palácio Tancredo Neves, agora instalado
no prédio do relógio tendo em vista uma possível desistência do projeto de
reeleição do prefeito Hildon Chaves (PSDB). Mas o jogo de estratégia é se
cacifar para uma possível vice caso Hildon seja candidato.
Faca na garganta
Se
confirmando o projeto de reeleição, o atual prefeito da capital abre a jornada
com a faca na garganta. Os dirigentes do Republicanos, partido gestado pela
Igreja Universal querem indicar Garçom. Cristiane Lopes (PP) que simulou ser
oposicionista por um dia, numa briga teatral com o alcaide, é outra opção. E o
ex-senador Expedito Junior, que tem grande influência sobre o prefeito, quer
Tesari. Sendo Hildon candidato, por enquanto, a aposta é na coluna 3: Tesari na
cabeça!
A regularização
Quando
a prefeitura de Porto Velho poderia colher os resultados dos estudos técnicos
da regularização fundiária, veio a pandemia e as ações neste sentido foram
prejudicadas. Desde a gestão do prefeito petista Roberto Sobrinho, que aos
poucos vai revertendo suas pendências na justiça – ainda tem o caso da Emdur pela frente – que a
coisa não anda. A gestão Mauro Nazif (PSB) com a cheia histórica foi falha
neste sentido e a administração atual foi atrapalhada pela peste. Pelo menos
100 mil proprietários urbanos urram pela regularização.
Via Direta
*** O prefeito Hildon Chaves (PSDB) teve
uma peregrinação pela imprensa na semana passada para destacar ações da sua
administração. Muitas frentes de obras em andamento *** Mas sobre a
construção da nova rodoviária de Porto Velho nada falou e nada lhe foi perguntado
pelos seus entrevistadores *** O abacaxi
do novo terminal rodoviário ficará para a próxima administração, seja quem for,
talvez com o próprio Hildon *** Haja catimba nas decisões para a disputa da
prefeitura de Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena *** Os candidatos aguardam definições para então entrar em campo ***
Quem possui poços caseiros, denominados em Rondônia de poço amazônico já se vê
obrigado a gastar mais com perfuração, aumentando a profundidade em dois e até três
metros *** Ocorre que o lençol freático
da capital rondoniense está baixando rapidamente.*** E quem não pode gastar,
se socorre pedindo água no vizinho.
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