Quinta-feira, 27 de dezembro de 2018 - 20h04

A proposta de que o mundo deva
pagar pela preservação da Amazônia é justa, embora temerária como desafio e ainda
pior se parecer chantagem. O jogo de Trump, via “America First”, é repleto de
desafios e chantagens e se for copiado sem reservas poderá dar maus e
imprevistos resultados.
O Brasil precisará se proteger do
populismo das soluções fáceis e unilaterais baseadas em informações e crenças
duvidosas. Supõe-se aqui que o Rio Amazonas seja o mais extenso do mundo por nascer
na cordilheira do Andes, mas há estudos pelos quais a verdadeira nascente do
Nilo é o Rio Rukarara, afluente do Akagera, antes considerado sua nascente. Com
isso, o Nilo teria agora 7.088 km.
Não fará nenhuma diferença se o brasileiro continuar a
crer que o Amazonas é maior que o Nilo. No entanto, crer que não existe a
ameaça da mudança climática ou se indispor com clientes é correr sérios riscos,
até de um desastre irreversível.
Um “Brazil First” criando atritos com vizinhos,
investidores e consumidores estrangeiros é arriscado demais para o
desenvolvimento nacional. O pragmatismo responsável inaugurado na política
externa brasileira pelo ministro Azeredo da Silveira no Governo Geisel ainda
parece o caminho mais seguro a trilhar.
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A pão e água
Por decisão do comando nacional do PSL, partido do presidente
eleito Jair Bolsonaro, as legendas que formaram o Frentão de oposição na Câmara
dos Deputados – casos do PSB/PDT e PC do B- serão tratadas a pão de água em
todo o País e proibidas de celebrarem alianças com a base de apoio governista.
A recomendação já teria sido enviada aos diretórios estaduais e municipais.
Os dois anos
Justamente no inicio da estação das chuvas, neste 1º
de janeiro, o prefeito Hildon Chaves (PSDB) completa dois anos de gestão. No
campo político, a gestão é marcada pela derrota do partido do alcaide na
eleição ao governo do estado, com o candidato Expedito Junior sofrendo a maior
derrota de todos os tempos. Mas Hildon tem tempo para se recuperar para a
reeleição.
Clausula de
barreira
Nas eleições de 2018, 30 partidos ganharam o direito
de representação no Congresso Nacional e com isto terão o direito ao acesso dos
fundos partidários orçados em quase R$ 1 bilhão para 2019. No entanto a clausula
de barreira, que exige um mínimo de votos, vai reduzir sensivelmente o numero
de legendas a partir do ano que vem. Umas 14 devem acabar.
As novas
fusões
As agremiações partidárias que não cumprirem as exigências
da clausula de barreira serão obrigadas a se fundir a partir de agora. Algumas
siglas já estão na mesa de negociações, caso do Patriotas que se fundiu com o PRP,
do PC do B com o PPL, o PHS com o Podemos e também o PSDC que abriu conversações
com o PR. Outras siglas seguem o mesmo caminho.
Plano
Diretor
A revisão do Plano Diretor de Porto Velho seguirá avançando
durante o próximo ano com audiências públicas, indicando um bom trabalho dos técnicos
de planejamento do Paço Tancredo Neves. Ao longo de 2019 serão tratados
assuntos de relevância como o parcelamento e uso do solo, o Código de Obras e a
Lei do Conselho da Cidade.
Via
Direta
*** Com a
energia, passagens aéreas subindo quase cinco vezes a mais do que inflação, o
custo de vida deve aumentar nos primeiros meses do ano *** Em vista da cheia do Rio Madeira, os braços do
Madeirão em Porto Velho Velho, já causam preocupação a população dos bairros
ribeirinhos *** Com tantos recursos
ainda esta longe a definição de algumas cadeiras a Assembleia Legislativa e
Câmara dos Deputados *** Mesmo depois da posse dos eleitos a pendenga
seguirá pelos tribunais se resolvendo no tapetão.
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