Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 - 09h00

As
profecias sobre o fim do mundo que se avolumaram no final do século XX tinham
um defeito elementar: datas previstas. Menos exato, o pregador William Miller
anunciou a vinda de Jesus Cristo entre março de 1843 e março de 1844. Mais
preciso, o Dia do Julgamento Final, segundo Harold Camping, seria exatamente 21
de maio de 2011. O Apocalipse Maia cravou o fim do mundo em 21 de dezembro de
2012.
Os
profetas mais acreditados da nossa época – os cientistas – remetem a desgraça
final da Amazônia – o ponto a partir do qual não poderá haver recuperação –
para 2035, desde que permaneçam as atuais condições de degradação florestal e
piora do clima. Quem acredita nisso pede ações governamentais favoráveis à
proteção da floresta e se emociona com as peças publicitárias das empresas que
usam a utopia ecológica de um paraíso na Terra para vender seus peixes.
Quem
não acredita prefere deixar que o tempo enterre mais essa profecia, apostando
que o importante é obter o máximo de ganhos enquanto espera que o próprio
desenvolvimento traga avanços científicos e tecnológicos capazes de trazer
soluções para o clima, já que para a destruição não há remédio à vista. Há
tantas datas anunciadas sobre o ponto sem retorno que talvez ele já tenha
acontecido e só será percebido quando os catastrofistas desistirem de
conscientizar o mundo e os negacionistas parem de negar.
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Rondônia lascada!
Não
bastasse Rondônia ter sido sacrificada nos tristes episódios travados com as
empresas aéreas que redundou nas tarifas mais caras do Brasil e suspensão de
voos e a recente implantação de valores brutais no pedagiamento cobrado entre
Porto Velho e Vilhena, numa extensão de 700 quilômetros, eis que a Agencia
Nacional de Energia Elétrica-ANEEL) definiu que três estados, inclusive nossa amada
Rondônia, terão as menores reduções nas tarifas de energia elétrica no País.
Mais uma causa perdida pela classe política de Rondônia, sem prestigio nas
esferas federais. É coisa de louco!
Como entender?
Como
entender que Rondônia, que padeceu com graves problemas ambientais com a implantação
das usinas de Santo Antônio e Jirau sofre com tarifas mais elevadas do que os
demais estados –exceção do Acre e Amapá – numa situação que se arrasta desde a
implantação. Nossa energia vai pelas linhas de transmissão para abastecer as industrias
dos caras –pálidas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e sobrando alguma
coisa volta para Rondônia. Geramos a energia, pagamos caro com os problemas de
infraestrutura criados e o estado mais
uma vez é penalizado pela omissão da classe política rondoniense criados
Suspensão do pedágio
Como
a justiça federal concedeu liminar suspendendo a cobrança do pedágio na BR 364,
pelo menos provisoriamente a população de Rondônia suspira aliviada. Mas é uma
situação que pode ser revertida a qualquer momento e a luta continua exigindo
esforços das entidades já envolvidas no processo e uma união completa da
bancada federal rondoniense. Um movimento que deveria ser seguido pelos prefeitos,
vereadores, deputados estaduais nesta causa. Rondônia não pode ser arroxada por
uma cobrança absurda que também prejudica os estados do Acre e do Amazonas.
Coragem dos Expeditos
É
digna de elogios a coragem do clã dos Expeditos lançar Expedito Filho ao
governo de Rondônia pelo Partido dos Trabalhadores –PT. Ocorre que a legenda
mesmo com um histórico de grandes obras em Rondônia só tem levado pau nas
eleições a presidência, há décadas. Padece com rejeição gigante, Nesta temporada
mais de 2 bilhões são liberados para obras de vulto, entre elas a ponte
binacional em Guajará Mirim. Rondônia é um dos estados mais conservadores do Brasil,
ao lado de Santa Catarina, Acre e Roraima e todo mundo quer distância dos
petistas por aqui.
A
grande jogada
Mas
no caso dos Expeditos suspeita-se de uma jogada ardilosa. O clã colocou um pé
no bolsonarismo, com a candidatura do prefeito Adailton Fúria (PSD) ao palácio
Rio Madeira e outro pé no Lulapetismo, com a postulação de Expedito Neto ao CPA.
No segundo turno, o bolsonarismo e o lulapetismo podem estar no mesmo balaio.
Quem estiver melhor ganha apoio do outro num previsível segundo turno onde por
enquanto o favorito para a peleja é o senador Marcos Rogério. Se der certo, teremos Bolsonarismo e lulapetismo no mesmo
balaio em 2026!
Com indefinições
Começamos
o mês de fevereiro ainda com muitas indefinições sobre o quadro de candidaturas
para as eleições de outubro em Rondônia. Tanto as postulações ao Senado, como
as destinadas ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual ainda estão sob
a égide de balões de ensaio, intensas conversações para a formação de chapas, e
de decisões bolsonaristas. Não bastasse, aumentam as incertezas com a janela
partidária aberta em março/abril permitindo aos deputados estaduais e federais
a troca de partidos sem a devida punição da perda de mandatos pela justiça eleitoral.
Por conseguinte, só teremos uma situação mais clara a partir de maio ou mesmo
nas convenções partidárias de julho.
Via Direta
*** O senador Confúcio Moura está revoltado com
os adversários que estão colocando na sua conta os elevados preços dos pedágios
praticados em Rondônia*** Certamente deseja compartilhar as responsabilidades com
toda a classe política rondoniense. Cita que o verdadeiro responsável pela ação
é o atual governador paulista Tarcísio de Freitas que na época era ministro da
infraestrutura*** Vem aí o carnaval, a Banda
do Vai Quem Quer nas ruas deixando a política de lado nas próximas semanas. No
carnaval só decola nas pesquisas o Rei Momo! Depois o pau atora, torcida
brasileira! *** Atenção para o pagamento da cota única do IPTU em Porto Velho
só vai até o dia 5 de fevereiro.
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