Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 - 08h25

Quando
for contada no futuro a história da polarização Lula x Bolsonaro, uma das
conclusões será que apesar de seus adeptos se vigiarem e terem a certeza de que
melhoraram o país, ambos foram incapazes de prevenir e punir as malandragens
que resultaram no ruidoso Caso Master.
Como
atualmente tudo que se pensa no mundo leva em conta a Amazônia, a região também
não poderia escapar do amplo raio de alcance das estripulias vigaristas, financeiras
e tecnológicas do Banco Master. Já que a propaganda é a alma do negócio, ela
foi o instrumento utilizado para convencer muitos de que o Banco Master era a
cara do novo Brasil pós-Lula e pós-Bolsonaro.
Com
relações tanto três poderes e nas três forças políticas principais do país na
atualidade – o lulismo, o bolsonarismo e o Centrão –, com essa amplitude, seria
impossível não haver respingos sobre a Amazônia. Eles vêm de um projeto de créditos
de carbono da família Vorcaro com valores inflados, sem lastro na realidade do
mercado. No futuro também será dito que esse foi um dos maiores escândalos
nacionais com créditos de carbono.
Pelo
andar da carruagem, será difícil para qualquer líder brasileiro destacado não
estar de alguma forma envolvido com o Caso Master, no mínimo por pertencer a um
partido ou instituição que caiu nas garras do esquema. A operação Compliance
Zero abriu uma caixa de marimbondos.
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Primeiras definições
Com
a transferência do governador Marcos Rocha para o PSD começam então as definições
para a disputa do governo de Rondônia. Já são considerados pré-candidatos declarados,
o atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), com apoio do atual mandatário
Marcos Rocha e, portanto, assumindo a bandeira situacionista. Também está
definido o nome do atual senador Marcos Rogério (PL) que vem com toda a força
no estado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PT anunciou o ex-deputado federal
Expedito Neto, oriundo do PSD. Em tratativas segue as especulações em torno da
postulação do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB).
Não colou
Nos
bastidores políticos o que se diz é que a candidatura de Expedito Neto pelo PT
não colou. Mas a ordem vem de cima, e os petistas, como os bolsonaristas, são
obedientes as decisões das instâncias superiores. Os petistas teriam escolha mais coerente, como
a candidatura do ex-deputado federal Anselmo de Jesus (base em Ji-Paraná), pai
da atual deputada estadual Claudia de Jesus e até do ex-petista que também foi
vice-governador, Daniel Pereira, ligado ao sindicalismo. Mas as alianças petistas
passam pelas convenções partidárias em julho e alguma coisa pode ser alterada.
Chapa poderosa
Num
previsível segundo turno, em vista da fragmentação de candidatura no eleitorado
rondoniense, a eleição ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual tem a
chapa liderada pelo senador Marcos Rogério (PL) já bem configurada. Ele tem
seus dois candidatos ao Senado já alinhados que são o deputado federal Fernando
Máximo (Porto Velho) e o pecuarista Bruno Scheidt (Ji-Paraná). Também o atual
prefeito de Cacoal está com as tratativas avançadas: seu candidato a vice-governador
virá da aliança com o governador Marcos Rocha. Possivelmente sua candidata ao Senado
será a atual deputada federal Silvia Cristina (PP).
No enfrentamento
Em
termos de estruturação partidária e número de deputados estaduais e federais, o
União Brasil está melhor aquinhoado para a peleja 2026 em Rondônia. Mas está
sem um candidato a governador competitivo, já que o vice-governador Sergio
Gonçalves praticamente paralisou a campanha ao CPA depois que soube da permanência
do governador Marcos Rocha até o final do mandato. Mas com a janela partidária
em março, acredita-se que as forças das nominatas das chapas as instancias legislativas
estaduais e federais lideradas por Marcos Rogerio e Adailton Fúria se equiparem
mais a frente numa peleja mais equilibrada.
Mais protagonistas
Mas
na eleição que por enquanto tem o favoritismo do senador Marcos Rogério (PL) e
do prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) com certeza teremos mais
protagonistas adiante. Existe a possibilidade, por exemplo, do ex-prefeito
Hildon Chaves pilotar a chapa do União Progressista, que reúne o União Brasil e
os Progressistas. Também o nome do ex-prefeito tucano é lembrado para disputar
o governo estadual pela aliança liderada pelo MDB. Está sendo uma noiva bem
cobiçada como alternativa ao bolsonarismo raiz de Rogério e do conservadorismo
mais recatado de Fúria.
Via Direta
*** A
Rede DB de supermercados é a segunda de Manaus a fechar as portas em Porto Velho.
A primeira foi a das Casas do Óleo ainda na década de 90. A concorrência local
é muito forte. As redes Gonçalves e Meta não dão moleza para a concorrência de
outros estados ***
Por falar em redes, as de farmácias e de óticas proliferam pelas principais
avenidas da capital rondoniense. É uma disputa feroz pelo mercado farmacêutico *** O narcotráfico tomou conta dos garimpos
clandestinos em Rondônia e Mato Grosso. O comércio do ouro está dando mais lucro
do que o das drogas. É coisa de louco *** Mais da metade dos vereadores da
capital já está na peleja por cadeiras a Assembleia Legislativa de Rondônia. São
predadores afiados.
Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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