Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Gente de Opinião

Agnaldo Ferreira

O natal, o egoista e o político. O que queremos?


 
Agnaldo Ferreira dos Santos

Caro leitor, estamos vivendo um momento muito especial na vida de todos. É um momento de muita fraternidade e que o mundo cristão comemora com muita devoção e carinho o aniversário daquele que mudou o mundo com sua doutrina de amor e paz

Dizem que um organismo só está em paz quando não se fala mais nele. É como um segmento do nosso corpo: esta em guerra quando está com dor, e somente encontra a paz quando a dor cessa. Enquanto há dor, há guerra. A ausência dela é a paz. E se considerarmos que vivemos de guerra em guerra e que só falamos de paz, concluímos que essa paz desejada não existe e vivemos em uma sociedade doente que vive na dor em busca do remédio. O Natal nesse sentido é um remédio que vem para que possamos encontrar essa paz. Porém quanto mais procuramos, mais sentimos distante deste ideal que Cristo almejou para cada um de nós. Natal é um momento em que a humanidade se junta para procurar esse auge em busca do amor e da fraternidade.

A vida do egoísta é o oposto do ideal de vida de um cristão. Enquanto que para um é a virtude, o amor e a fraternidade, para o outro o que interessa é ele próprio. O egoísta só pensa nas coisas que o toca e em seus merecimentos. Ele pensa em um mundo em que tudo gire ao seu redor; quando se fala em melhorar algo se refere a sua vida pessoal, se fala em amor é amor sexual, carnal e que lhe dá prazer, sobretudo egoísta. Fico impressionado ao ver como nosso século é impregnado por essa praga que se chama egoísmo; cada acontecimento que presenciamos em nossa sociedade vê-se as pessoas querendo tirar proveito. Por menor que seja o evento, lá esta um aproveitador esperando seu “momento”. Para o egoísta, Natal é um momento de lucrar, de vender e de aproveitar.

E o político? Qual sua definição? O que ele é o que deve fazer? É inadmissível ouvir um político que se candidata dizer em uma propaganda eleitoral: você não sabe o que um político faz? Nem eu” Ele tem obrigação de saber; sua missão exige que saiba. Mas mesmo a sociedade, pelo menos uma parte dela, não tem noção de quem esta escolhendo – mas isso é assunto para outro artigo. Voltemos à definição que Aristóteles faz da política, pois é isso que nos interessa no momento.

Se o fim ultimo da política é a virtude, ou seja, fazer o bem, poderíamos dizer que elegemos um monte de pessoas para serem modelos de virtude. Seriam eles que a meu ver deveriam dar o exemplo de abnegação e despretensão. Homens os quais a sociedade poderia olhar e dizer que são exemplo de assistência aos mais necessitados, modelos de reflexão de religiosidade e de moral.

Aristóteles tinha a política é como a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa comunidade. A tarefa da política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva. Para Aristóteles, os indivíduos não se associam somente para viver, mas para viver bem. E o político eleito é o agente dessa mudança e de todo o processo, por isso ele deve ser o modelo de virtude e de perfeição.

Então concluímos que Natal é o momento do anti-egoísmo e não somente de paz, é um período em que sentimos essa solidariedade e esse amor imanado da fé. É o momento em que todos se unem e fazem bons propósitos para que entrarem no ano novo com boas intenções em seus corações. Momento de fazer nossas orações por nossos representantes para que eles assumam o papel que a providência divina e o grande Senhor os faça conhecer com profundidade o papel que cada um precisa desempenhar no palco da vida. A todos vocês, políticos eleitos, que irão assumir no dia primeiro de janeiro, recebam todas as luzes e bênçãos para serem modelos de bondade, de simplicidade e de humildade em nossa sociedade. Que o menino Jesus sempre seja o modelo a ser seguido por pessoas que a sociedade escolheu para representá-la.

Um feliz Natal e um novo ano com novos modelos cheios de boa vontade.

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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