Porto Velho (RO) sábado, 8 de agosto de 2020
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Gente de Opinião

Agnaldo Ferreira

Alerta aos políticos de ontem, de hoje e de amanhã



 
Agnaldo Ferreira dos Santos

Caros leitores, atendendo aos apelos de meus amigos, colegas, e até de alguns apreciadores de comentários feitos por mim com despretensão e simplicidade, mas sempre a luz da sabedoria eterna, resolvi atende-los e volto a escrever.

Aceito de bom grado, como sempre aceitei, os comentários de leitores que discordavam e argumentam contra minhas “teses”. Alerto, porém, que devem ser feitos sempre de forma respeitosa.

Infelizmente os afazeres não nos dão trégua e fui forçado a pendurar a pena ou melhor o teclado e dar uma pequena pausa para atender melhor nosso município, Porto Velho, do qual sou secretário de Meio Ambiente, onde também desempenho meu papel como homem público cônscio de minha missão cidadã.

Confesso que senti falta de me comunicar com os leitores com quem fiz amizades. Um dia espero conhecê-los pessoalmente. No entanto, como meu estilo de escrita era sempre de forma espiritualista e filosófica, resolvi me aventurar pelo campo da analise de acontecimentos marcantes na tentativa de desvendar ou pelo mesmo descortinar para o leitor os panoramas analisados dando minha contribuição filosófica para clarear suas mentes de bem no meio do caos e da desordem reinante em nosso tenebroso século XXI.

O motivo de ter dado uma trégua em minha escrita foi o fato de termos passado por uma eleição para governador, senador e deputados federais e estaduais. Um momento ímpar em nossa democracia, mas também um momento de muitos atropelos e cuidados. Bismark dizia: “Entre mortos e feridos sobraram aqueles que por sufrágio universal foram escolhidos para representar a democracia”. É bom que façamos uma analise desse período para que possamos relembrar os mortos, os sobreviventes e o que podemos tirar disso para nossa vida.

Cada eleição é uma caixinha de surpresa. Até parece aqueles presentes que são oferecidos em algumas obras de caridade para criançada carente em época natalina. Fica-se no afã de ganhá-los, na esperança e até no frenesi de receber um do nosso gosto. Mas o que se descobre quando se abre a embalagem é, para alguns, decepção e, para outros, o sonho realizado. Digo, por experiência própria, quando era garoto eu também ficava na fila a espera do meu presente de Natal.

Assim é uma eleição: fica-se na esperança de ganhar e se faz das tripas, coração para poder conseguir o PODER. Por ele faz-se de tudo e por ele vale tudo. Maquiavel que o diga! Êta mundo cão! Chama-se o outro de mentiroso, de desonesto, coloca-se a moral do oponente na lama. Quanta baixaria sem medir consequências. Alias, em uma eleição o que não se mede são consequências. Para conseguir a vitória vale qualquer preço; mas no fim do período vem a desilusão ou a ilusão ou seja, o PODER.

Platão dizia que o poder é ilusão, e percebemos que de fato tivemos duas atitudes ao longo desse período eleitoral: alguns viveram a ilusão com a proximidade do poder, outros mantiveram um distanciamento dessa ilusão e por causa disso saíram vitoriosos. Sabiam que ao se deixarem tomar por essa sensação vã e inglória jamais conseguiriam alcançar a vitória. Hoje vivem um outro perigo, a ilusão de que o poder é perpétuo. São tentados a esquecer de onde vieram e sobretudo de quem os colocou em lugar tão importante e de extrema responsabilidade.

Têm a tentação e, na maioria das vezes, caem em outra sutil armadilha que é a falta de gratidão. Os chineses dizem que a gratidão é a virtude mais linda e a mais frágil a ser praticada.

Por isso, meus amigos políticos eleitos pelo povo, não tomem o “fardo” da vitoria somente como uma gloria, mas sim como um fardo doloroso que têm obrigação de levá-lo com honra. A cruz de Cristo também era uma honra para ele carregá-la mas, sobretudo, era um fardo doloroso. Portanto, tomem sobre vossos ombros o fardo pesado, doloroso e difícil do poder e levem-no com honra e dignidade. Lembrem que daqui a quatro anos sereis julgados pelo mesmo povo que os colocou nesse lugar para serem seus representantes, e não esqueçam de lutar por eles.

Sucesso. E que o grande Criador e Pai lhes ilumine.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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