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Carlos Sperança

A força do PL em Rondônia e toda máquina chapa branca já está à disposição de Fúria


A força do PL em Rondônia e toda máquina chapa branca já está à disposição de Fúria - Gente de Opinião

Floresta enforcada

Sob descrença e entrechoque de opiniões, desde o fim do século XX já havia quem supunha a Amazônia sob o risco de virar savana. Atualmente os cientistas já consideram que esse é o futuro inevitável da floresta. Pode até haver alguma descrença, mas se há divergência de opiniões é sobre se a savanização virá a curto, médio ou longo prazo.

Estudo promovido pelo Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam e publicado em maio na revista Nature crava que a savanização virá antes da média do tempo previsto, ligado por sua vez ao “ponto de não retorno”, ou seja, a quando medidas conservacionistas que poderiam ser tomadas agora já não conseguiriam evitar a destruição ou mudança severa nas condições florestais amazônicas. Até porque se ou quando isso acontecer a situação não afetará só a Amazônia, mas o mundo.

A questão central é se ainda há chances de evitar o pior. Sim: “basta” pôr fim ao desmatamento, recuperar as áreas degradadas e reduzir rapidamente as emissões de gases de efeito estufa. Como o otimismo anda em baixa, é difícil acreditar que ainda será possível evitar a transformação para pior. Aliás, poucos realmente ainda acreditam que isso possa virar uma prática generalizada e consensual. Não se vê no horizonte o fim do infantil bate-boca de hoje, em que até o enforcamento é discutido como se fosse uma questão para levar a sério.

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A força do PL

Num encontro estadual programado para Porto Velho na próxima semana, o PL pretende dar uma demonstração de força do seu candidato a govenador Marcos Rogerio, reunindo lideranças de todo estado. Rogerio lidera as sondagens eleitorais no estado, mas é na capital rondoniense, maior colégio eleitoral de Rondônia, seu calcanhar de Aquiles. A cidade conta com um terço do eleitorado rondoniense e é em Porto Velho onde se concentra a maior rejeição do postulante bolsonarista, além da vantagem de um concorrente, o ex-prefeito da capital, Hildon Chaves, da Federação União Brasil/ Partido Progressista.

Estado bolsonarista

Com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, contando com forte respaldo no meio evangélico, Marcos Rogério leva vantagem em grandes redutos conservadores, como o Vale do Jamari, polarizado por Ariquemes, a região central cujo principal polo irradiador de influência é Ji-Paraná e o Cone Sul rondoniense, polarizado pelo município de Vilhena, o que mais cresceu em Rondônia nos últimos anos. No interior, ele tem menores índices de aprovação em Cacoal e região do Café, mas lá existe uma candidatura representativa, que é o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD). Com as melhores cartas na manga, Rogério deve chegar a eleição de outubro na ponteira, mas sem margem suficiente para ganhar em turno único como almeja.

Em dois turnos

Por causa da grande vantagem de Hildon Chaves (PSD) na capital e da supremacia de Adailton Fúria na região do Café e Zona da Mata, se acredita em eleições em dois turnos em Rondônia. O PT não conta muito, mas leva parte do eleitorado de esquerda. E o MDB ainda é um mero coadjuvante nesta campanha. Para reverter esta situação e ganhar em turno único, Rogério não precisa ganhar o pleito na capital, mas reduzir sobremaneira a diferença conquistada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e fazer a mesma coisa na região do Café e Zona da Mata, onde vigora a liderança Adailton Fúria. Fúria, aliás conta com vantagem em pequenos municípios graças a máquina do governo estadual e a influência do governador Marcos Rocha.

Campo de batalha

Enquanto o senador Marcos Rogério, o favorito desta jornada, se espicha em Porto Velho buscando competir em pé de igualdade com Hildon Chaves, também se vê seu outro adversário, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria buscando também aumentar seu espaço na capital. Conseguindo seu objetivo, Fúria tira do segundo turno o ex-prefeito tucano. Toda máquina chapa branca já está à disposição de Fúria para destronar o ex-prefeito tucano. Chaves ainda tem contra si, para pulverizar sua votação na capital, o fato de existirem mais candidatos com base eleitoral na capital, casos de Expedito Neto (PT), Pedro Abib (MDB), Samuel Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL).

Que enrascada!

O Ministério Público eleitoral está pedindo a condenação de uma penca de políticos que se aproveitaram da Rondônia Rural Show com a distribuição de brindes, promovendo uma antecipação de campanha eleitoral e mensagens de promoção pessoal. Estão incluídos nos processos desde candidatos ao governo de Rondônia, postulantes ao Senado, Câmara dos Deputados e principalmente deputados estaduais, maioria com base no interior do estado. Como se aproxima a temporada das feiras exposições agropecuárias que os candidatos se comportem, pois, depois adas convenções partidárias as penalidades serão mais pesadas.

Via Direta

*** O eleitorado indígena cresceu exponencialmente no estado do Amazonas nos últimos anos. Esta condição projeta a eleição de mais representantes do segmento nas câmaras municipais e Assembleia Legislativa na década próxima *** A classe ruralista comemorou a aprovação no Senado recursos dos créditos rurais o que vai facilitar a vida dos produtores brasileiros *** O ex-governador Ivo Cassol está apoiando seu aliado, o ex-deputado federal Luís Claudio para uma cadeira a Câmara Federal. O ex-parlamentar defende as causas do agronegócio *** Cèlio Lopes (UP) é uma das jovens lideranças políticas na capital em ascensão. Entra na peja de uma cadeira a Câmara dos Deputados. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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