Domingo, 1 de junho de 2014 - 08h57
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| (Crematório - Google imagens) |
A recente cheia do Rio Madeira causou preocupação e alerta entre as autoridades de Rondônia pela ameaça de inundação dos cemitérios da Candelária e Santo Antônio que se encontram em condições precárias devido principalmente a falta de investimento nesse setor. São visíveis a sujeira, o mato, o lixo, as violações de túmulos e a falta de espaço para novos sepultamentos, o que tem forçado o reaproveitamento de jazigos, situação agravada por uma crescente demanda por enterros no cemitério público. Entretanto a mais temida ameaça pairou na possibilidade de inundação de milhares de sepulturas, o que traria conseqüências catastróficas para o meio ambiente e a saúde pública.
Este alerta da natureza deveria despertar atenção das autoridades municipais para estudos com vistas à construção de um crematório para atender a cidade de Porto Velho e os demais municípios do Estado, evitando o traslado para estados do sul e sudeste do país que possuem serviços de cremação. A instalação de um crematório nos padrões exigidos para licenciamento seria útil tanto para o atendimento de funerais como para eliminação de material biológico, como membros amputados e lixo hospitalar. O crematório poderia atender todos os hospitais para a cremação de membros e órgãos, por exemplo, além de minimizar a agressão e contaminação aos lençóis freáticos. No presente momento esses cemitérios não cumprem nenhuma norma de segurança ambiental.
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| (Cadáver em decomposição) |
Conforme o documento, “o aumento populacional também exige áreas cada vez maiores para sepultamento de corpos humanos. Assim, áreas destinadas à implantação de cemitérios geralmente são escolhidas entre as de baixa valorização econômica, quase sempre em regiões de reduzido desenvolvimento socioeconômico. Essas áreas, muitas vezes, têm características geológicas e hidrogeológicas não avaliadas devidamente, o que pode levar a problemas sanitários e ambientais de enorme complexidade. Cemitérios são áreas que geram alterações no meio físico e por isso devem ser considerados fontes sérias de impacto ambiental pela contaminação do solo e contaminação das águas, causadoras de doenças associadas ao consumo de água com elevados teores de nitrato.”
CREMAÇÃO COMO INADIÁVEL ALTERNATIVA
Os problemas relativos ao sepultamento convencional e portanto às áreas ocupadas por cemitérios se iniciaram com a comunidade cristã, na Idade Média, quando os corpos eram enterrados próximos às igrejas. Mas relatos e estudos mais avançados dessas áreas são recentes. É possível identificar, na maioria dos cemitérios, desafios relacionados a planejamento, gestão, depósito inadequado de resíduos, entre outros desafios técnicos que afetam tanto as unidades de propriedade pública quanto privadas.”
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