Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Saúde

Especialista da São Lucas diz que falta de informação prejudica crianças com lábio leporino


Pesquisa realizada pelo setor de Fonoaudilogia da Unifesp constatou um mito: os pais de crianças com lábio leporino - uma das más-formações congênitas mais comuns - acreditam que apenas uma cirurgia resolve o problema de seus filhos. Com essa má-formação, o osso da arcada dentária superior, o músculo e a mucosa ("pele") do lábio não se fecham durante o desenvolvimento da criança no útero. “Os pais não sabem que, sem o acompanhamento fonoaudiológico, a criança provavelmente terá problemas de fala”, alerta Elisangela Hermes, coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas. Segundo ela, nos casos mais graves, essa abertura se estende até a garganta, deixando um buraco no céu da boca, com ligação para a parte interna do nariz. É a chamada fissura palatal e muitas crianças têm os dois problemas.

Conforme Elisangela Hermes, as crianças passam por várias cirurgias, inclusive tratamento para a correção dos dentes, sendo que também devem ser acompanhadas por fonoaudiólogo antes e após as cirurgias. “Quando um bebê nasce com a fissura palatal, os pais devem ser orientados sobre a melhor forma de amamentar e alimentar a criança. Deve-se alimentar a criança na posição vertical para evitar que líquido e comida passem para a cavidade nasal (refluxo nasal)”, orienta a fonoaudióloga da Faculdade São Lucas, acrescentando que outro sintoma comum são alterações na audição por otites de repetição. “A musculatura da região próxima à tuba auditiva está inserida de forma diferente. Com isso, a ventilação do ouvido fica prejudicada, o que pode causar dores e inflamações no ouvido da criança, além de déficit na audição”, explica.

Elisangela Hermes observa que quando a criança nasce com o lábio leporino, os pais acabam por operar mais rapidamente seus filhos, até por uma questão estética. “Quando a fissura é apenas no céu da boca, a cirurgia acaba sendo postergada porque o problema só é perceptível quando a criança fala, emitindo sons nasalizados. Assim, os próprios pais não estimulam os filhos a falar, prejudicando ainda mais a criança”, constata. Ela orienta que os pais procurem a equipe interdisciplinar da Faculdade São Lucas para o tratamento das fissuras. “Os resultados esperados são muito positivos”, completa a coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia.

Fonte: Chagas Pereira - Registro Profissional 165 DRT/RO

 

Mais Sobre Saúde

Procon de Rondônia alerta para validade dos alimentos no período mais quente do ano

Procon de Rondônia alerta para validade dos alimentos no período mais quente do ano

Com o início do período mais quente do ano em Rondônia, que geralmente ocorre entre os meses de junho a setembro, é hora de redobrar os cuidados com a

Mais de 9,5 milhões ainda não se vacinaram contra a gripe

Campanha nacional termina nesta sexta-feira

Semusa intensifica ações de controle do sarampo para manter erradicação

O Município de Porto Velho registrou caso importado de Manaus em criança de 4 meses

Fhemeron recebe curso do Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede

Fhemeron recebe curso do Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede

Teve início na manhã de terça-feira, dia 19, o curso de formação de avaliadores para o Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede (PNQH)...