Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Ambulatório Estadual de Referencia em Hanseníase na Policlínica Oswaldo Cruz registrou mais de 700 novos casos em 2019


Teste de sensibilidade - Gente de Opinião
Teste de sensibilidade

Em 2019 na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), em Porto Velho, o Ambulatório Estadual de Referência registrou 4.290 atendimentos, em média 400 por mês, atualmente 74 pacientes estão em tratamento ativos.

A POC é referência estadual para a hanseníase, atende pacientes regulados, via Sistema de Regulação Estadual (Sisreg), do município de Porto Velho, interior e também do Sul do Amazonas e até do Acre.  A unidade funciona como retaguarda especializada para confirmação de diagnóstico de hanseníase em menores de 15 anos, hanseníase predominantemente neural, ou seja, quando o paciente não apresenta manchas na pele, e sim comprometimento neurológico. Casos de difícil diagnostico, reações racêmicas graves que é um episodio epidemiológico que pode acontecer durante o tratamento do paciente logo após a alta e também atende casos de recidivas, quando o paciente fez tratamento anteriormente para a hanseníase e, após cinco anos da alta, volta apresentar sinais e sintomas da doença.

“Nós chamamos de recidiva porque a doença volta, ou o paciente adquire novamente. Diferente da catapora e do sarampo, quando adquirida uma vez  o individuo cria imunidade, a hanseníase não tem essa capacidade de estimular o sistema imunológico do paciente, uma vez ele adoecendo, tratando e curando, não cria essa imunidade, ele pode contrair a doença novamente, por isso a importância de procurar o ambulatório de referência para fazer a avaliação. A recidiva é caso raro, acontece em menos de 1% dos pacientes que receberam tratamento adequado”, explicou o enfermeiro do ambulatório de referência estadual em hanseníase, Wanderlei Ruffato.

O Brasil registra em média de 25 a 30 mil casos de hanseníase por ano, a recidiva vai ter por volta de 150 a 200 casos.

 

“É uma situação rara, por isso o paciente precisa passar por um serviço de referência. Por mais que o médico da atenção básica suspeite de recidiva, ele não pode iniciar o tratamento sem que o paciente passe pela Policlínica Oswaldo Cruz”, destacou o enfermeiro.

 

DOENÇA

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta pele e nervos. É uma doença de evolução lenta. Após o contagio, o paciente pode demorar de 2 a 7 anos para apresentar os primeiros sinais ou sintomas.

Wanderlei Ruffato, enfermeiro do ambulatório de referência estadual em hanseníase. - Gente de Opinião
Wanderlei Ruffato, enfermeiro do ambulatório de referência estadual em hanseníase.

Os sinais e sintomas mais comuns da hanseníase são manchas na pele avermelhada, acastanhada ou esbranquiçada, com diminuição ou perda da sensibilidade, podendo se manifestar através de comprometimento de nervos periféricos onde o paciente vai ter dor, dormência e formigamento em mãos, pés com perda da sensibilidade e das forças.

Ela se apresenta de quatro formas básicas, formas iniciais e mais avançadas, o importante é que todas as formas têm tratamento e cura. “O tratamento é gratuito, oferecido em todas as unidades básicas de saúde, de todos os municípios de Rondônia, dura em torno de seis meses a um ano, dependendo da forma de hanseníase que o paciente apresentar”, disse Wanderlei Ruffato.

O Ambulatório Estadual de Referência atende diariamente com equipe multidisciplinar de enfermeiros, técnicos de enfermagem, serviço administrativo, fisioterapeutas, psicólogos, assistente social, e médicos. “A hanseníase atinge homens, mulheres e crianças de todas as idades, de qualquer cor, raça ou classe social, o importante é que tem tratamento e tem cura”, destacou Ruffato.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Uma jornada marcada por desafios, propósito e transformação. Assim foi a chegada da equipe do projeto Estação Saúde, da Faculdade Metropolitana, à A

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Maria Aparecida, 54 anos, moradora do Assentamento Joana D’arc, chegou à unidade depois de um dia difícil. Sentindo dores causadas por problemas na ti

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) analisou a aquisição do imóvel destinado ao Hospital Universitário de Porto Velho e reconheceu q

Prefeitura de Porto Velho realiza coleta inédita do exame DNA-HPV, neste sábado (28)

Prefeitura de Porto Velho realiza coleta inédita do exame DNA-HPV, neste sábado (28)

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza neste sábado (28) a primeira ação de coleta do exame DNA-HPV

Gente de Opinião Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)