Terça-feira, 31 de março de 2026 - 09h34

Uma
jornada marcada por desafios, propósito e transformação. Assim foi a chegada da
equipe do projeto Estação Saúde, da Faculdade Metropolitana, à Aldeia
Joaquim, localizada na zona rural de Cacoal (RO). Mais do que uma ação de
extensão acadêmica, a iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a
promoção de saúde e o cuidado com comunidades que enfrentam dificuldades de
acesso a serviços essenciais.
A
expedição teve início no dia 27 de março, quando acadêmicos e
profissionais saíram de Porto Velho rumo à aldeia. O percurso, no entanto, foi
um capítulo à parte: trechos de asfalto deram lugar a estradas de chão e lama,
exigindo esforço, resiliência e espírito coletivo. Cada quilômetro percorrido
reforçou o significado da ação — levar atendimento onde ele é mais necessário,
mesmo diante das adversidades.
A
Aldeia Joaquim é formada por cerca de 100 residentes, além de atender moradores
de outras aldeias da região. O local possui uma escola e igrejas que funcionam
como importantes espaços de convivência e fortalecimento social. Ainda assim, o
acesso à saúde especializada é limitado, o que torna iniciativas como essa ainda
mais relevantes.
Durante
a ação, foram ofertados diversos serviços à comunidade, incluindo:
●
Triagem de
pacientes
●
Realização de
testes rápidos
●
Atendimento
médico
●
Atendimento
odontológico
● Coleta de material para exames laboratoriais
A presença da equipe multidisciplinar possibilitou não apenas o atendimento clínico, mas também o acolhimento humanizado, respeitando as especificidades culturais da comunidade.
Para o diretor de expansão do grupo, Maurício Carvalho, a ação representa um importante elo entre formação acadêmica e responsabilidade social.
“No Estação Saúde da Faculdade Metropolitana, nossos biomédicos e médicos vão atender na Aldeia Joaquim. É um trabalho dedicado e incrível para todos os acadêmicos, profissionais e, tenho certeza, para todos os povos originários”, destacou.

A experiência também marcou profundamente os estudantes envolvidos. Para a acadêmica Kethleen Fritz, a vivência foi transformadora:
“Foi emocionante viver tudo isso. Saímos completamente da nossa zona de conforto, nos entregamos de corpo e alma, e foi lindo de ver e viver. Gratidão a cada pessoa envolvida, que acreditou na ideia e topou fazer parte dessa locomotiva carregada de amor e solidariedade. Sem esse empenho coletivo, nada disso seria possível”, afirmou.
Mais do que levar atendimentos, o Estação Saúde promove conexões, aprendizado e impacto real na vida das pessoas. Ao mesmo tempo em que contribui para a formação prática dos acadêmicos, fortalece o compromisso da Faculdade Metropolitana com uma educação que ultrapassa os muros da sala de aula.
A iniciativa reforça que cuidar da saúde também é um ato de transformação social — e que, muitas vezes, o caminho até quem precisa já é, por si só, parte dessa missão.
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