Porto Velho (RO) sábado, 14 de dezembro de 2019
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Rondônia Inca

Semusa lança campanha contra a Hanseníase


O secretário municipal de Saúde, Macário Barros, apresentou em coletiva com a imprensa, informações à população sobre o lançamento da Campanha Nacional de Busca Ativa de Casos de Hanseníase e de Tratamento Quimioprofilático de Geohelmintíases em Escolares. Embora a Campanha Nacional tenha como data de início o dia 18 de março, e o de finalização o dia 22 do mesmo mês, a Semusa já começou a desenvolver atividades educativas sobre a hanseníase desde o início da semana. As atividades desenvolvidas no Centro de Vivência do Idoso, em Porto Velho, e também no distrito de Jaci-Paraná, abordaram questões de educação e saúde e formas de prevenção à hanseníase.

Objetivos

Os principais objetivos da Campanha Nacional de enfrentamento à hanseníase e de tratamento de geohelmintíases são a prevenção, detecção e tratamento dessas enfermidades. As crianças entre a idade de 05 aos 14 anos são o foco principal. A intenção da Campanha Nacional é chegar a cada um dos 9.216.072 escolares dessa faixa etária residentes nos 800 municípios selecionados para participarem das atividades a ela ligadas. A Semusa, por sua vez, espera contemplar os 28.835 estudantes das 72 escolas da zona urbana, assim como, também, os 7.743 estudantes das 71 escolas da zona rural do município de Porto Velho.

Estratégias

Na primeira fase da Campanha, “fichas espelhos” serão distribuídas pelas escolas para os pais das crianças. Os pais devem sinalizar nas fichas, que contém estampadas figuras, uma de um corpo de menina e outra de um corpo de menino, para que fique demonstrado nas fichas em qual parte da anatomia da criança aparecem machas. As escolas, por sua vez, encaminharão as fichas até as unidades municipais de saúde mais próximas, a fim de que sejam averiguadas por médicos. Dependentemente dos quadros apresentados, os casos passarão a ser submetidos a tratamento apropriado.

Dados

Segundo dados exibidos pela Semusa, em Porto Velho verifica-se um coeficiente de 31,21 casos de detecção da hanseníase para cada parcela de 100 mil habitantes. Essa quantidade dá ao município o reconhecimento de local em que o nível de alastramento dessa enfermidade pode ser reconhecido como muito alto. O mesmo se pode afirmar diante do coeficiente de 5,27 habitantes para o universo de 100 mil crianças entre 0 a 14 anos no caso da geohelmintíase. Dessa forma, trata-se de enfermidades que precisam ser densamente enfrentadas pelas autoridades da área de saúde no município.

Tratamento

O Secretário da Semusa explica que a Hanseníase é uma doença bacteriana, e nos casos em que há tratamento precoce, o indivíduo poderá manter qualidade de vida normal, sem ser afetado pela enfermidade. “A Campanha tem por objetivo, no caso da hanseníase, de detectar a fase inicial, que nós chamamos de indeterminada, que é quando a criança, ou mesmo um adulto, passa a demonstrar uma ou mais mancha branca, perda de pelos naquela área e deficiência de sudorese, quer dizer, ela não sua normalmente. São casos de suspeita de hanseníase, em que uma mancha branca, ou mais de uma, não é sensível ao toque, você pode até espetar com uma agulha que a pessoa não sente. Nesses casos que chamamos de hanseníase indeterminada, que é a fase inicial, se a pessoa se submete ao tratamento ela vai ser curada totalmente, não vai ter sequelas” Explicou Macário.

O tratamento à hanseníase tem a duração de seis meses. “A doença pode demorar de três a cinco anos, às vezes até mais, para apresentar o primeiro sintoma desde que se tenha contraído a bactéria. Ela pode apresentar-se também em locais do corpo que estejam dormentes sem ter manchas, é mais difícil, mas pode acontecer assim, são casos suspeitos de hanseníase”, esclarece o secretário.

De uma forma geral, independentemente da Campanha, o secretário da Semusa afirma que a população precisa estar atenta aos sinais da hanseníase: “Tem alguma parte dormente em seu corpo? Têm manchas aparecendo na pele? Não espere, vá logo consultar, pois pode até não ser, mas há muita chance de ser hanseníase”, destaca Macário. 

Fonte:
 Renato Menghi
 

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