Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 - 11h15

Quando a exceção deixa de ser ruptura, o extraordinário se
disfarça de regra. Revisitando o golpe de Dilma Rousseff, a tentativa de golpe
de 08 de janeiro de 2023 e a guerra Israel-Gaza, Vinício Carrilho Martinez
evidencia o que chamou de normalização da exceção. Práticas autoritárias se
infiltram nas instituições sob o manto da legalidade. A democracia, ainda que
formalmente intacta, é esvaziada por dentro, direitos se fragilizam e a
violência institucional se naturaliza.
A crítica a essa normalização da exceção se dá por um
imbricado diálogo com Giorgio Agamben, Carl Schmitt, István Mészáros, Karl Marx
e Hannah Arendt. Porém, mais do que um diagnóstico, o livro apresenta um
horizonte de superação. É a partir de Paulo Freire que se pode pensar uma
autoeducação para além da exceção, uma educação política crítica e emancipadora
que tem a potência para desnaturalizar a violência e realizar uma reconstrução
democrática.
Educação para além da exceção é uma obra que reflete sobre
o presente e inscreve-se nele como ato de resistência intelectual. É um convite
à lucidez crítica. Trata-se, justamente por desnaturalizar a violência
institucional e tensionar os limites da própria institucionalidade, de um
exercício de educação emancipadora.
O livro é encontrado na Amazon, neste link:
https://share.google/dfF04LEhD0gRSZV1Z
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