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Vinício Carrilho

Onde foi que erramos, tanto? - Análise fundamentalista


Onde foi que erramos, tanto? - Análise fundamentalista - Gente de Opinião

Quem curte Habermas (não é o meu caso), teria no Master um caso clínico (e cínico) para a perfeita demonstração dos "efeitos da imoralidade absoluta dos convescotes comerciais na seara política e Jurídica", vale dizer, falência da Moral Jurídica frente à indefensável privatização familiar da coisa pública.

Como o bom Habermas poderia dizer, apoderando-se de Kant, Rousseau e Piaget (fundamentalmente), o Direito sem o mínimo de Moralidade (a tal socialização primária, da educação fundamental) é Antidireito, é a negação do pacto pela correção, é a mera aposta na "inocência presumida, mas produzida de forma fundamentalista pela impunidade", uma vez que a coerção (o Fato Social, de Durkheim e do Direito Social) é só uma hipótese não levada a sério - punindo apenas pobres, negros e oprimidos. Porém, o pior de tudo é que, de imediato,  sem o pudor das vestimentas que devem cobrir minimamente as vergonhas, diz-se que aquilo tudo que não for ilegal não é imoral.

Realmente, com essa associação absolutista (do Rei nú) entre dissociação Moral e dissonância cognitiva, esse mesmo Rei nú (em qualquer dos três poderes) jamais verá necessidade de colocar uma mínima decência em suas ações "não-ilegais". As vergonhas expostas e certas da impunidade reforçam o crime cometido quando se separou, de forma absolutista (a mando do Rei nú), Moral e Direito.

Esse é, sério mesmo, o melhor nível de defesa que os acólitos ministeriais da Corte Suprema podem apresentar?

Se sim, a vergonha alheia vai nos "matar de vergonha".

Se não é o máximo, ainda, então, está faltando "vergonha na cara" pra muita gente.

Em todos os casos, a única situação visível é a vergonha alheia.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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