Porto Velho (RO) segunda-feira, 27 de junho de 2022
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Vinício Carrilho

O que é normal?


O que é normal? - Gente de Opinião

Entramos nisso que se chamou de "novo normal".

Basicamente trata-se de encarar a realidade excepcional (das condições de exceção, Estado de Exceção), com o "fim" do isolamento social, no pós-pandemia. 

Mas o que é o "normal"? 

Será excepcional viver com o mínimo de normalidade democrática, institucional! 

Será, com certeza, porque nosso futuro construído hoje está chegando. 

Com o mínimo de racionalidade e objetividade (logística e lógica, por exemplo), nós chegaremos lá. 

Porém, hoje, isso é tão excepcional que nem lembramos mais o que é não ter Estado de Exceção. 

O que é viver sem dissonância cognitiva na organização do poder? 

O que é viver com alguma inteligência no comando da política – por mais que nossa realidade política seja um desastre contínuo? 

Essas questões são tão hiperbólicas que, no dia a dia, esquecemos da força real da espiral que move a dialética, a mudança, a transformação. 

Nossa subjetividade está tão atordoada, atolada na estultície, na bizarrice, na desordem neuronal, que nos esquecemos do que é viver sob o Princípio da Previsibilidade. 

A única previsibilidade, aliás, são a ignorância e a brutalidade, uma forma aguda de imbecilidade. 

Se é que existe algo assim (ou existiu), podemos dizer que levará algum tempo para retomarmos o rumo do equilíbrio, do bom senso.

Levará tempo para desarmar a "estupidez institucional". 

Levará tempo, mas vamos fazer ressurgir o Estado de Direito Democrático – assim como a nossa dignidade e capacidade de pensar coisas boas e soluções honestas que suplantem a miséria social, estatal e governamental. 

Hoje, parece muito distante, uma vez que o Fascismo criou um lapso profundo na inteligência mediana. Porém, nosso tempo haverá de chegar. 

Será o tempo de sonhar e de lutar pelo aprofundamento da Justiça e da Razoabilidade. 

Chegará o tempo de enterrar o lixo da história lá em Nuremberg. 

Depois do golpe de Estado de 2016 – longos oito anos –, iremos reconstruir esse país, o seu Estado de Direito Democrático. 

Vamos aprofundar o Estado de Direito Democrático; iremos superar a indignação resultante da mutilação da democracia, da República, da Federação. 

Com sonhos e lutas construtivas, faremos isso tudo.

Iremos reaprender a importância dos sonhos na construção da realidade do nosso povo. 

Hoje, esse cenário se configura como um sonho, mas amanhã será realizado, com o fim do pesadelo fascista. 

O amanhã para nós não será uma tristeza normal. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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