Domingo, 23 de abril de 2023 - 20h02

Há números em tudo
- na dor, na fonte, na destruição, nos campos de concentração
Também há números no amor à vida
- nos amores que tivemos ou temos, nas vidas salvas, nas flores que serão alimento
Há matemática nos dias em que mais amamos, do que odiamos
Há somatória nas realizações
Há subtrações
- talvez em tudo que não devesse ter sido agregado
Há males que vem pra bem
Há um minimalismo
- ao invés de juntar, somar, é hora de desapegar
Objetos são juntados
Pessoas são somadas
Sonhos são juntados
Amores não são somados
- desamores podem ser
No amor não há sujeito e Objeto
Há objetivos
Não há amor cartesiano
- há cartesianos que amam, ou não
Se a vida é mesmo uma contabilidade,
que seja uma soma de amores reais, de flores, do doce dos chocolates
Que seja a soma de tudo que fizemos, das circunstâncias e das pessoas que tivemos
Ninguém irá subtrair a dor do Outro
Não há como dividir a dor
Nosso desafio é multiplicar as formas de amor
O amor é universal
Doa-se a quem quiser
Como o Universo
É expansão
O amor é uma conta simples
E-E
Não é Ou-Ou
Afinal, amar é somar
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