Sábado, 12 de março de 2022 - 13h27

A frase define, como nenhuma outra, o falo do abuso, do crime, do desprezo social.
O capitalismo no BRASIL sempre foi de barbárie, o mais severo que se pôde inventar: nos moldes do Apartheid.
Mas a escravidão entre nós foi decisiva. Marcou o racismo como herança cultural.
Por isso, acredito que a repartição econômica é urgente, mas em si não resolutiva.
Veja-se o presidente da Fundação Palmares. Esse protótipo não é exatamente capitalista, é o capitão do mato pós-moderno.
Outro traço tenebroso de nossa formação cultural advém do fato de termos conciliado (à perfeição) escravidão com capitalismo, desde o sistema de Plantation: uma dupla expropriação, portanto.
É o sistema de Plantation, por exemplo, que está na cabeça da classe média, ao explorar o trabalho doméstico - como se todos e todas fossem escravos da casa grande; especialmente a mulher negra e pobre.
No Brasil as pessoas sempre foram compradas e vendidas (veja-se o lenocínio), e em 2022 não é diferente: abunda o trabalho análogo à escravidão.
Com 20 milhões de pessoas passando fome em 2022, o custo da vida humana é baixíssimo.
Como disse o deputado enviado à Ucrânia: a pobreza torna as pessoas (especialmente mulheres e negros) muito baratas, disponíveis e comestíveis.
Infelizmente, esse sujeito não é voz perdida, ele só retratou o substrato da cultura nacional. Pois, morbidamente, é assim que pensam as elites e a classe média.
Outro exemplo é o tirocínio de um juiz querendo associar prostitutas com "animais semoventes" - isto é, andou e é barato, logo, pode ser comprado ou vendido. E comido(a).
Na miséria galopante de 2022, milhares de mães pobres, famélicas, vendem seus filhos pela Internet.
Além disso, some-se as reformas trabalhistas que dissolveram direitos e garantias, tornando a classe trabalhadora um puxadinho da senzala: da pejotização à uberização.
Desse modo, sambando entre escravidão e capitalismo, nunca fomos muito adeptos de "comprar força de trabalho"; afinal, as pessoas (pobres e comestíveis) são muito mais baratas.
A conclusão de hoje é dupla: 1. Escravidão e capitalismo (uberização comestível) é o que sempre fomos; 2. A miscigenação do mulato é a prova viva dos séculos de estupro da mulher negra, pelo "patrãozinho".
Isso vai mudar? Talvez. Eu começaria fazendo a mamãe se arrepender, no fundo da cadeia.
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