Sábado, 7 de fevereiro de 2026 - 08h10

Já estão dizendo que o assassino da professora de direito
em Porto Velho/RO é bolsonarista, ou seja, matou porque é bolsonarista. Não
duvido que seja, 99% do campo jurídico assim o é.
O problema sempre ocorre quando se refuta os fatos, nesse
caso é a motivação. Toda narrativa moderna faz isso: nega os fatos. Narrativa,
nos séculos anteriores, era outra coisa, bem diferente.
Na narrativa moderna se põe goela abaixo uma ideologia, que
é aquilo que se quer ver. E então essa visão, goela abaixo, imposta, passa a
ser "a realidade de quem a criou ou a impõe".
A narrativa moderna não apenas distorce os fatos, mas abole
os fatos, nega-os. Assim, a narrativa moderna também é negacionista e uma
fervorosa base nascente de teorias da conspiração - "não fazemos nada de
errado, alguém sempre nos persegue, conspirando com outros contra nós".
Dois exemplos ajudam a entender melhor: 1. Na primeira
informação, o estudante teria assassinado porque fora reprovado e não sabe
lidar com as frustrações (veja-se que essa hipótese é só a primeira e pode ser
refutada, exatamente, por outros fatos ou fatores); 2. O caso Master, tornado
escandaloso pela "mídia golpista", é um faz de conta criado para
abafar os supostos crimes (ainda estão em julgamento) da operação Lava Jato
(vaza a jato). Nesse caso, é óbvio, a narrativa diz que somos legais demais
hoje, para cometermos os crimes imputados na rede do Master, assim como fomos
anjos no verão passado.
Em ambos os exemplos, a narrativa esconde o fato presente e
os fatos históricos em que, no centro da esquerda, existiram (existem)
traidores, golpistas, corruptos, agressores de mulheres, homicidas.
Dá pra dizer que certas ideologias, como é o bolsonarismo,
são mais propensas ao cometimento de crimes? Pela incidência nas páginas
policiais, pode-se dizer que sim. O que não nos autoriza a generalização de que
todos sejam; especialmente porque esse "tipo social" tem inúmeras
camadas que mudam, inclusive, sua atuação histórica.
E em complemento, daria para assegurar que o verão passado
da esquerda é santificado? Só pode dizer isso quem nunca viveu ou leu a
história.
Seria oportuno, na verdade urgente, discutirmos a
Emancipação e o Bom Senso (sobretudo, na Educação e na política); porém, para
hoje, basta-nos a autocrítica e a responsabilização individual.
Esse crime brutal, assim como muitos outros, relata muito bem o que fizeram, fazem, com a Educação no país.
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