Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 - 14h41

Tem um livro de
crônicas mais antigo que fala tudo que penso para iniciar um projeto novo,
bacana, com pessoas do bem e sérias quanto aos assuntos sérios. De Otto Lara
Rezende, intitula-se “Um bom dia para nascer”. Todas crônicas maravilhosas que
sempre saudaram a vida.
E hoje penso que é um Bom dia para
nascer uma ideia que nos fortifique, fortaleça nossa humanidade, esse
bem-querer que começa no básico: aquele bom dia, o obrigado, a gentileza com
idosos, mulheres, crianças, pessoas com dificuldades, pessoas com alguma
deficiência.
Hoje, então, é um ótimo dia para nos
reunirmos em torno de uma ideia que é muito maior do que qualquer um/a de nós
aqui. É a ideia da acessibilidade.
Primeiro, construímos o entendimento
de que a acessibilidade é a essência, o pontapé de qualquer proposta ou
iniciativa. É com a acessibilidade que haverá inclusão, participação,
permanência, autonomia e emancipação.
“Sem estar” ninguém irá a lugar algum,
mas, para estar, é preciso acessar. Se não posso acessar uma oportunidade, uma
repartição pública, uma instância privada, evidentemente, não poderia estar.
Por isso, hoje e sempre será um Bom
dia para nascer uma ideia, um projeto, algumas metas e pautas construídas para
a acessibilidade. E, mais do que isso, para que haja efetivamente
acessibilidade, esse esforço de construção tem que ser coletivo: um ótimo dia
para representarmos o esforço coletivo pela acessibilidade.
É assim que se acessa a inteligência
social, os espaços, o campo de lutas, o conhecimento que nos lastreia nessa
empreitada. É assim que se acessa o Direito de ser, o direito nascido do fato
básico, da situação elementar, que é o acessar “para estar”. Dos direitos
fundamentais, o direito a acessar para estar, sem sombra de dúvidas, é o
primeiro, anda lado a lado com a dignidade humana – essa condição que é de todo
ser humano.
Essa é a luta pela acessibilidade a
que me proponho, com vocês, a levar adiante.
Vamos juntos e juntas dar forças a esse
coletivo?
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