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Jerico: Uma história contada por quem vive e faz


Jerico: Uma história contada por quem vive e faz - Gente de Opinião


Alto Paraíso
Mateus Andrade

Em plena floresta Amazônia, Norte do Brasil, em Rondônia, numa cidade com cerca de 30 mil habitantes, 18 anos de emancipação politico-administrativa, há cerca de 200km da capital Porto Velho. Alto Paraíso se tornou conhecida como a “Capital do Jerico”, devido a fama pela “Formula 1 da Amazônia”, que reúne cerca de 60 mil pessoas no Jericódromo, no dia da prova.

Desde que chegou a Rondônia, há cerca de 20 anos Silvio Stédile, “Silvinho do Jerico”, como é conhecido em toda a cidade, dedica sua vida a família, como fonte de sobrevivência, “montar e reformar Jericos”. Um motor estacionário montado sobre uma espécie de “jipe falecido”, assim é o jerico, usado para escoamento de grãos, transporte, madeira, gado e a corrida entre a população, que acontece no mês de fevereiro, em comemoração ao aniversário da cidade.

Revivendo velhos Willys:

Das 10 fábricas na cidade, a “San Reno” cuida de todo o processo, desde o começo que engloba montagem, peças, fabricação de carroceria e retifica de motores, até acabamento final, como estofado e pintura, a cada dois meses, Silvinho Stédili viaja para o Mato Grosso ou para o interior do Paraná, onde por 20 dias, procura os “chassis e transmissões de Jeep e picapes Willys”. “Com prazer desmonto tudo com cuidado, antes de trazer, alguns donos de ferro-velho acham que o pessoal de Rondônia é doido, por querer esse material comprado, ainda mais a peso”. Conta o jeriqueiro. Com peças baratas, os velhos Willys atingem 90% da linha de produção dos jericos. “Para dar nova vida aos 4x4, usamos os motores de diversas marcas”. Afirma Silvio.

A corrida de jericos:

Nos treinos preparatórios para a corrida em 2007, Silvinho sofreu uma capotagem, sem capacete, foram quinze pontos na têmpora esquerda, mesmo na assim, o jeriqueiro não deixava de servir cafezinho aos clientes que chegavam à fábrica. Silvinho participa da tradicional corrida de Jericos Motorizados a Sete anos, detentor de dois 1º lugar, dois 2º lugar, um 3º lugar e um 4º lugar. Silvio corre com jericos na categoria de um pistão. “O motivo de ter escolhido essa categoria foi uma questão de paixão, tem jeriqueiros que prefere a categoria de dois pistões”, enfatiza. Silvinho do jerico atendendo convites de Amigos, de Serranópolis (PR), em 2009 correu e foi campeão, Silvio trouxe para Rondônia o título de 1º lugar, também o 1º título conquistado por um jeriqueiro fora de Rondônia, cobiçado por centena de corredores de várias partes do Brasil.

Crescimento da cidade:

Silvinho contou que desde que chegou a Alto Paraíso agora esta vendo a transformação que a cidade passa. Atualmente a Fábrica de Silvinho emprega 10 funcionários e oferece oportunidade de renda a centena de pessoas. “Alto Paraíso, passa por uma transformação jamais vista, com 18 anos de emancipação político-administrativa, a cidade já foi palco de quatro eleições municipal, onde pelo voto direto a população desde 1993 elegeram quatro prefeito e vice e vereadores 36 vereadores” conclui Silvio.

 

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