Quinta-feira, 7 de setembro de 2017 - 21h51

Bahia 247 - A Polícia Federal tem novos indícios que reforçam a associação dos R$ 51 milhões apreendidos em Salvador ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Fica mais complicada a situação do peemedebista que era braço direito de Michel Temer.
A PF elencou quatro novas provas e situações que colocam Geddel numa posição delicada: 1) as digitais do ex-ministro colhidas no apartamento onde houve a busca estavam impressas no próprio dinheiro e material que acondicionava as notas. 2) uma segunda testemunha ouvida após a operação policial confirmou que o espaço havia sido cedido a Geddel, corroborando o que disse o dono do imóvel. 3) uma segunda pessoa é suspeita de auxiliar o político baiano na destinação das caixas e malas de dinheiro. 4) a PF identificou risco de fuga depois da revelação da história da maior apreensão de dinheiro vivo já registrada no Brasil.
A origem dos R$ 51 milhões, porém, ainda é um mistério. A suspeita da Polícia Federal é de que parte do dinheiro se trata de propinas para viabilizar a liberação de crédito do FI-FGTS a empresas.
Geddel é suspeito de receber R$ 20 milhões em propinas. O peemedebista foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. A origem do dinheiro como um todo é desconhecida. O caso é analisado na Justiça Federal em Brasília.
Geddel foi preso preventivamente em 3 de julho no âmbito da Operação 'Cui Bono?', suspeito de atrapalhar investigações. Ele obteve o benefício de cumprir prisão domiciliar, determinada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, e deixou o Presídio da Papuda, em Brasília, no dia 13 de julho, e continua em seu apartamento em Salvador sem tornozeleira eletrônica.
Os fatos novos, surgidos na 'Operação Tesouro Perdido', que apreendeu os R$ 51 milhões, podem motivar uma nova prisão de Geddel, independentemente do benefício obtido no TRF. Para isso, a PF ou o MPF podem fazer pedido nesta direção à Justiça Federal em Brasília.
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