Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 - 15h33

O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta
segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de
exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em
entrevista coletiva nesta manhã.
“Esta é uma investigação que
começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de
exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas
e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele
começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada
Ivalda Aleixo.
Na operação desta segunda, chamada de Apertem
os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu”
três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao
criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para
fotos e vídeos da menina.
“Quando ele tinha contato físico
com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu
nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.
Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos
de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das
vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças
especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às
menores. Quando recebia fotos e
vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30,
R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família,
pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.
Até o momento, dez vítimas foram identificadas
pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem
em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13
anos.
Prisão no
aeroporto
Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de
Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à
rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na
cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para
a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do
avião”.
O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de
seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a
delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada
Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.
A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as
outras vítimas.
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