Quinta-feira, 11 de outubro de 2007 - 19h42
Outro dia estive pensando em como os tempos mudaram. Eu sou da época em que era uma desgraça suprema para uma família de bem, quando uma donzela desta dita família, perdia sua virgindade num romance extra-matrimônio. Muitas dessas incautas moçoilas eram expulsas de suas residências, indo viver do meretrício. Infelizmente (ou felizmente) hoje, o assunto virgindade não é mais tabu na nossa atual sociedade, porém a coisa se desmantelou tanto, que a gravidez de adolescentes e até de crianças, está se tornando normal. O grande perigo disto tudo, é aceitar-mos esta situação de braços cruzados, e a exceção virar regra.
Eu aqui, não quero ser o arauto da decência e da moral, porém me sinto no direito de chamar a atenção da sociedade para este gravíssimo problema, até porque sou pai de duas adolescentes, e vejo com temor, o que tem acontecido nos seus círculos de amizades. Quando um caso desses acontece, os pais geralmente procuram um bode expiatório para lançarem as culpas. A primeira vítima é a escola, que não soube educar e até cuidar de suas pimpolhas. Depois vêm as amizades, que dizem ser o principal motivo influenciador para que seus filhos cometam estes desatinos. Ora bolas senhoras e senhores! Isto e conversa de gente irresponsável. Se nestas situações existe algum culpado, somos nós, isto mesmo, nós, os pais de família, que delegamos as prerrogativas de educadores há professores e mestres, e até para psicólogos e terapeutas educacionais. O pior de tudo isso, é que muitas vezes esses pais desnaturados ainda vêm com a desculpa de que não tem tempo para educar suas proles, e que para isso gastam os tubos para proporcionar uma educação de qualidade há seus rebentos. Agora eu faço a seguinte pergunta: desde quando a escola teve condições de substituir a educação familiar? Nunca! No máximo, esses heróis educadores proporcionam um acumulo de saber, necessário ao cidadão de amanhã, para que tenha uma vida digna. Porém a educação vem de berço, como dizia minha saudosa mãe.
Em suma senhoras e senhores, não vamos delegar aos outros aquilo que é nosso por direito e obrigação. Vamos fazer uma cruzada para uma mudança de paradigmas na educação de nossos pimpolhos. A compreensão de que os tempos mudaram é imprescindível. Castigos físicos e psicológicos estão quase que obsoletos, salvo raras exceções. Eu sei que é dificílimo ter uma conversa franca e aberta com os nosso filhos , principalmente falando a respeito de sexo e sexualidade, porém papo é fator preponderante para que eles (os filhos) tenham consciência dos perigos aos quais estão sujeitas, ao se aprofundarem num relacionamento amoroso imaturo, sem as devidas precauções, evitando assim uma gravidez indesejada e precoce e que Deus nos livre uma DST (doença sexualmente transmissível) crônica.
Um forte abraço e até a próxima oportunidade.
Máximo Nobre, [email protected]
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