Porto Velho (RO) domingo, 25 de agosto de 2019
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Temos que peneirar o coletivo para não haver prejuízo


  

Um grande perigo ameaça a credibilidade e desempenho do marketing digitalpor todo o país. A invasão, ou epidemia que toma conta da rede mundial de comunicação é ocasionada pela avalanche dos sites conhecidos como de “Compra Coletiva”.

O Brasil é um dos países onde essa modalidade de venda online passou a ser febre e altamente aceita pelos consumidores. A maior prova disso é de que, em apenas 11 meses, foram abertos 246 sites de compras coletivas. Isso equivale a 22,36 novos sites do gênero, por mês.

A fama desse novo tipo de marketing e venda ganha, principalmente, as cidades de médio porte, com mais de 200 mil habitantes. Segundo o site especializado Bolsa Ofertas, em outubro, existiam 51 sites deste tipo. Em novembro já havia registrado mais de 110 sites de compras coletivas no país.

Porém, a promessa de adesão, altas vendas e sucesso em campanhas comerciais via internet já começam a esbarrar no principal obstáculo que, inclusive, já tratei em outra coluna minha: o atendimento.

A briga ferrenha entre mais de 200 sites registrados em tão pouco tempo, faz com que a qualidade oferecida ao consumidor seja medida “pelo pé”. Não é por acaso que os números de reclamações com relação às vendas expostas nos sites já ultrapassam a barreira dos 6 mil consumidores.

A pressa e a ânsia pelas centenas de milhares de clientes, estão fazendo sites de grande porte naufragarem em erros banais e que, de um modo simples, poderiam ser contornados.

Para ser o diferencial entre tantos concorrentes é necessária uma campanha de marketing digital pesada e, principalmente, estruturada para que agüente a quantia de participações, adesões e grupos de compradores.

Um desses erros básicos que cito é a dificuldade em que os consumidores têm encontrado na maioria dos sites em encontrar a razão social, o endereço ou CNPJ nestes sites.

Outro grande problema é ligado a imprecisão da oferta dos produtos, que prometem descontos de R$ 800, mas em quantidades de prestação de serviço que ultrapassarão a necessidade normal de qualquer pessoa.

Quem conseguiu se esquivar dos defeitos ou, ao menos, evita-los ao máximo, está colhendo melhores e pomposos frutos. É o caso do Groupon. Nesta semana, surgiu a informação de que o Google teria comprado o site pela bagatela de R$ 5 bilhões. Antes, a mesma empresa já teria recusado uma proposta de R$ 3,4 bilhões do Yahoo!.

Sorte? Não, uma campanha sólida de marketing digital que rende hoje à empresa, mais de R$ 100 milhões de receitas mensais, 20 milhões de assinantes e pontos em 29 países da Europa, América do Norte, América Latina e Ásia.

E você? Qual sua opinião sobre os sites de compras coletivas? Entre em meu site ou blog e dê sua opinião: www.fabiogrinberg.com.br e www.topgoogle.com.br.

Fonte: FÁBIO GRINBERG

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