Terça-feira, 24 de outubro de 2017 - 05h14

Por Luis Costa Pinto, no Poder 360
Em política, ter poder é projetar expectativa futura a fim de granjear apoios com base nessa perspectiva. Com isso, ganha-se cacife para convencer interlocutores (os players desse showbizz) da capacidade de entregar algo a alguém em data certa e definida. Em torno dessa capacidade vão se formando maiorias. A regra básica do jogo consiste em dar forma e consistência de programa às ideias esparsas que se assentam no resultado das votações parlamentares (mesmo que tudo pareça uma geleia, ou uma colcha de retalhos). Se esse conjunto de ideias, mesmo amorfo, está em sintonia com os anseios da população –também conhecida como “eleitores”– o líder da engrenagem se fortalece com a ampliação gradativa da popularidade. O objetivo derradeiro é ver tal chancela convertida em votos populares.
É simples assim. Mas é complexo.
Tomando por fato consumado a equação descrita acima, obra milenar dos gregos que criaram esse sistema espetacular chamado “democracia”, há escassa margem para errar ao dizer que o governo Michel Temer termina tão logo sejam computados os votos da sessão convocada para a próxima 4ª feira (25.out.2017). Qualquer que seja o resultado do painel de votação. A sessão se destina a analisar o pedido de autorização para que o Supremo Tribunal Federal possa processar Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) por corrupção passiva e obstrução de Justiça.
Caso a Providência Divina aja em consonância com o desejo de mais de 90% dos brasileiros, o que não ocorreu na 1ª denúncia, o tempo de Temer no Palácio do Planalto se esgota porque não obterá 172 votos a seu favor no plenário da Câmara. Sendo assim, acaba porque termina e a partir daí inicia-se novo ciclo na República. Mas, levando em conta números do domingo anterior à sessão, isso será muito difícil de ocorrer. As planilhas mais pessimistas de apoiadores do Planalto estimavam entre 200 e 220 votos contra a denúncia do Ministério Público. Os cálculos mais entusiasmados somavam de 250 a 260 pró-Temer, com sutis defecções em relação à votação de agosto quando o plenário arquivou o 1º pedido de processo.
Contudo, mesmo que vença nominalmente no plenário e siga despachando no gabinete presidencial até 31 de dezembro de 2018, Michel Temer sabe que terminada a votação da 2ª denúncia do MP contra ele, encerra-se também a fase em que podia ter representado alguma expectativa de poder. Ou seja, estará consumada a equação de perde-perde da República brasileira. À velocidade da luz, Temer se verá convertido numa espécie de “Geni” nacional.
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