Segunda-feira, 21 de junho de 2021 - 15h45

Quando
se compara os números da vacinação contra a covid-19 em Rondônia com os de
outros estados, logo se percebe a disparidade entre lá e cá. Por essas bandas
do Norte, a situação vai de mal a pior. Não é preciso ser especialista em nada para
perceber que um dos motivos para essa letargia crônica reside na desorganização
administrativa, e não na carência de vacinas, porque vacinas há.
São
as próprias autoridades sanitárias que reconhecem essa lerdeza. O mais estranho
é que ninguém faz nada para resolver o problema. Enquanto estados como Rio
Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazonas, avançam
no ranking da vacinação, Rondônia aparece na lanterna, com menos de nove por
cento da população vacinada com a primeira dose.
No
mapa da morte por covid-19, em menos de uma semana, o estado saiu da cor cinza
(queda) para a cor vermelha (aumento). Mas os números de óbitos parecem não
sensibilizar autoridades, que insistem em relaxar nas medidas de prevenção,
recomendadas pela Organização Municipal da Saúde, como isolamento social e
distanciamento físico, pois quando menos gente estiver circulando, menor a
possibilidade de propagação do vírus.
Em
vez disso, o que se tem visto, nos quatro cantos da cidade de Porto Velho, são
pessoas participando de eventos e festas, estimuladas por quem deveria zelar
pela vida da população.
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