Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 - 11h17

Provérbios 31:8-20: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se,
seja o defensor de todos os desamparados. Abre a tua boca a favor do mundo, a
favor do direito de todos os desamparados.”
Criam-se
dificuldades para colher facilidades.
Com asco, tomei conhecimento de que a Comissão de Assuntos Sociais do
Senado Federal aprovou, em 25/02/2026, o nefasto Projeto de Lei nº 2294/2024,
que institui exame de proficiência para medicina. Inspirado no famigerado,
concupiscente, inconstitucional e caça-níqueis exame da OAB – uma chaga social
que envergonha o país –, esse PLS visa apenas o faturamento fácil. O referido
PLS ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados. Se se aprovado ser
sancionado ou vetado pelo Presidente da República.
Violações
Constitucionais e Legais Claras
Não cabe à OAB, ao CFM ou a qualquer sindicato avaliar o ensino. A
Constituição Federal é cristalina:
Art. 5º, XIII: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.”
Art. 205: A educação é direito de todos e dever do Estado, visando o
pleno desenvolvimento da pessoa, a cidadania e a qualificação para o trabalho.
Art. 209: Compete ao poder público avaliar o ensino.
Art. 22, XVI: Privativamente à União legislar sobre condições para o
exercício de profissões.
A LDB (Lei 9.394/96), art. 43, II, estabelece que diplomados em cursos
superiores reconhecidos são aptos para inserção profissional. O art. 48
determina que diplomas registrados têm validade nacional como prova de
formação.
O MEC tem a missão exclusiva de autorizar, reconhecer, fiscalizar cursos
superiores e avaliar estudantes. Órgãos de classe, famintos por lucro,
atropelam isso com um lobby mercantilista no Congresso, espelhando o exame da
OAB – reprovador em massa, que abocanha R$ 72,6 milhões anuais (taxas de até R$
320,00, contra R$ 85 do ENEM), sem transparência ou prestação de contas ao TCU.
Em 31 anos, faturou cerca de R$ 6 bilhões.
Ganância
Disfarçada de Qualidade
Estarão esses senhores preocupados com o ensino superior? Ou miram
nossos bolsos? Em vez de fiscalizar universidades – instalações, laboratórios,
bibliotecas, estágios e residências médicas –, preferem extorquir formandos com
taxas abusivas e "bullying social" via exames programados para
reprovar.
Especialistas alertam: esses exames geram cursos preparatórios
mercantilistas, retiram do governo a avaliação real, criam divergências
regionais e não corrigem falhas institucionais. Como caça-níqueis, são feitos
para a casa sempre vencer: maior reprovação, maior lucro.
Soluções
Reais, Não Barreiras Artificiais
A qualidade em medicina, odontologia e dreito depende de investimentos
em infraestrutura, laboratórios modernos, bibliotecas atualizadas, residências
de excelência e docentes qualificados. Avalie-se periodicamente durante o
curso, corrigindo currículos – não após anos de estudo e dívida, para triturar
sonhos e diplomas.
Punir formandos habilitados pelo MEC é como suspender merenda escolar
por desvios: castiga vítimas, não culpados. CFM e CFO deveriam pressionar o MEC
a fechar faculdades ruins, não impor "máquinas de exclusão".
Apelo aos
Poderes Públicos
Senhores Senadores e Deputados: rejeitem o PLS 2294/2024. Defendam a
população e a Constituição contra essa excrescência reserva de mercado imunda.
Senhor Presidente Lula: a privação do trabalho ataca direitos humanos
(Declaração Universal, art. XXIII).
Fins nobres não justificam meios arbitrários. Como disse Edmund Burke,
“quanto maior o poder, mais perigoso o abuso”. Exija o fim desses exames
nefastos, abusivos e inconstitucionais – verdadeiros cerceamentos à liberdade,
análogos à escravidão moderna.
Segundo o Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF): "A escravidão
moderna é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode
decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos.
Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não
como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também
pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do
direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a
capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação.
Isso também significa reduzir alguém a condição análoga à de escravo."
Profissionais se formam na prática, não em exames excludentes. Nem a OAB
qualifica. Democracia exige igualdade; privilégios geram conflito.
Martin Luther King nos lembra: roubar a liberdade é assassinar a
essência humana. Integre os excluídos, não os oprima.
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