Segunda-feira, 12 de maio de 2014 - 10h04

Sandra Maria Feliciano é professora dos cursos de Administração e Sistemas de Informação da Faculdade Porto/FGV, em Porto Velho, e se candidatou para fazer parte do projeto Mars One - Human Settlement of Mars, que enviará pessoas a Marte, o planeta do sistema solar com condições mais próximas as da Terra. Clique AQUI e assista entrevista da Profª Sandra no Tempo Real.
A candidata à astronauta acaba de concluir a terceira etapa do processo de seleção dos viajantes. Dentre 1.058 pré-selecionados ela figura entre 705 que receberam o e-mail de confirmação da entrevista com o comitê de seleção da Mars One, que visa conhecimento, inteligência, capacidade de adaptação e personalidade dos inscritos. “Será nos próximos meses, ainda sem data confirmada”, avisa Sandra.
Ela não sabe de que modo a entrevista será conduzida. “Nessa fase foram realizados os exames médicos e para a próxima etapa não sei o que vai acontecer, eles dizem para nos prepararmos para o inesperado. Vou continuar os meus estudos. Tenho convicção que possuo alta capacidade de adaptação, muita iniciativa, empenho para aprender e já realizei muita coisa na vida, que pode demonstrar o meu perfil”, conclui.
Assista reportagem da repórter Antônia Lima/TV Candelária, canal 11
Sobre a viagem
Ainda existem duas etapas a serem concluídas. Na quinta parte serão selecionadas 40 pessoas e treinadas pelo período de oito anos. Ao final, dezcasais serão formados e enviados para Marte.
A viagem acontece em períodos. Em 2016 serão enviados o satélite de comunicação e rovers para fazer a exploração do local onde se instala a colônia. Entre 2018 e 2020 serão enviados os diversos módulos contendo alimentação, água, oxigênio, painéis fotovoltáicos e o resto do equipamento. Os rovers irão montar parte dessas estruturas. Em 2022 sairão os casulos, que serão também os habitats, com aproximadamente 52m² para cada casal. O módulo contém quarto, sala, banheiro, aérea de hidroponia, higiene. Ao pousar no planeta vermelho esses módulos serão enterrados para impedir a incidência de radiação dentro dos habitats. Os módulos já estão sendo testados na Terra, informa Sandra.

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